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2014: ascens?o e decl?nio

Estamos a poucos dias das posses dos eleitos. Alguns estão felizes com o desempenho em 2014. Outros, embora com mandatos, pelas urnas são lideranças em declínio, seja pelo aumento da concorrência ou simplesmente porque perderam a boa sintonia com os eleitores.

Em termos de partido, PSB e PMDB têm o que comemorar. O primeiro reelegeu o governador Ricardo Coutinho, além de ter aumentado sua bancada na Assembleia de três para cinco deputados, em relação a eleição de 2010. Contudo, não elegeu nenhum federal.

O PMDB ganhou mais um senador e agora tem duas dos três cadeiras do Estado. Também conseguiu o maior número de vagas na Câmara, embora com desempenho inferior a 2010: fez três, quando na eleição passada foram cinco. Na Assembleia, ficou com apenas quatro das nove cadeiras que conquistou há quatro anos. Mesmo assim, tem a 2ª maior bancada, pois as 36 cadeiras estão ocupadas por 16 partidos.

O PSDB, que começou o ano como prodígio, termina enfraquecido. Não conseguiu o governo, perdeu uma cadeira no Senado (a de Cícero Lucena) e outra na Câmara Federal. Só elegeu um deputado federal e quatro estaduais – um a mais do que em 2010. Já o PT encolheu, pois perdeu uma cadeira na Assembleia: de três para duas.

No que diz respeito a desempenho pessoal, os irmãos Aguinaldo e Daniella Ribeiro são os verdadeiros fenômenos de 2014. O ex-ministro das Cidades aumentou sua votação em 84,9% (de 87.572 para 161,999 votos) e a deputada estadual, em 57,17% (de 29.863 para 46.938 votos).

Aliás, para deputado federal, só mais dois dos eleitos tiveram crescimento na votação: Hugo Motta, 43,57% (de 86.150 para 123.686) e Efraim Filho, 18,9% (de 87.014 para 103.477).

A maior queda foi de Benjamin Maranhão, 49,73% (de 94.984 em 2010, para 63.433 neste 2014, ou seja, menos 31.551 votos), seguido de Luiz Couto (de 95.555 para 69.922 votos, ou seja, menos 49,73%), e do marido da vice-governadora Lígia Feliciano, Damião, que obteve 19.576 votos a menos (de 87,134 para 67.558).

Como o quociente eleitoral foi de 161.402 votos, só três dos 12 eleitos conseguiriam o mandato sem ajuda da legenda: o campeão de votos Pedro Cunha Lima (179.886), Veneziano Vital do Rêgo (177.680) e Aguinaldo Ribeiro (161.999).

Os números recomendam aos que desejarem vida longa na política, novas estratégias de atuação em 2015.

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