Mais de 70% das crianças pessoenses com 12 anos de idade, têm pelo menos um dente cariado. A Pesquisa Nacional de Saúde Bucal – SB Brasil 2010 coloca a Capital com o pior índice do Nordeste, seguida de São Luís (MA) – 68,4% – e Natal (RN) – 57,6%. Em João Pessoa, 29,6% nesta faixa etária, que é usada como indicador básico de comparação das condições de saúde bucal da população, estão livres de cárie. Parte da população paraibana já deveria contar com a fluoretação da água, que é capaz de reduzir em até 50% a incidência de cárie. Hoje, Dia Mundial da Saúde Bucal, a gestão estadual garante que os R$ 2,1 milhões enviados há quatro anos pelo Ministério da Saúde serão usados em um novo projeto, que deve beneficiar as regiões de João Pessoa e Campina Grande.
O coordenador-geral da pesquisa, Angelo Giuseppe Roncalli, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), avaliou que o cenário nacional não é animador e, na Paraíba, se configura ainda mais preocupante. “Se a situação das crianças está difícil assim em João Pessoa, que oferece acesso aos serviços de saúde, imagine nas cidades do interior, onde estes serviços são precários ou nem existem”, observou.
O coordenador Nacional de Saúde Bucal do MS, Gilberto Pucca, disse que o recurso enviado ao Estado seria para implantação do projeto de fluoretação da água deveria beneficiar 60% da população paraibana, através de ações conjuntas entre a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e a Secretaria de Estado da Saúde (SES). “Por algum motivo, esse dinheiro não foi utilizado. Neste momento, estamos realizando a análise da situação, porque já ocorreu a terceira prorrogação. Se esse dinheiro retornar ao Ministério, quem perde é a população”, ressaltou.
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