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98 FM: inelegibilidade de Bolsonaro aquece debate entre políticos da Paraíba

Ex-presidente é alvo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) por atacar o processo eleitoral e as urnas eletrônicas, sem provas críveis
Jackson Macedo (PT) e Nilvan Ferreira (PL) divergem sobre futuro do ex-presidente | Foto: Divulgação

O parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) pela suspensão dos direitos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aqueceu o debate entre políticos da Paraíba. A possibilidade de inelegibilidade do liberal será julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro é alvo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) por atacar o processo eleitoral e as urnas eletrônicas, sem provas críveis, durante reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, em junho de 2022. 

A posição da PGE é uma das últimas etapas da Aije. Com isso, a expectativa é que o relator do caso, ministro Benedito Gonçalves, libere o caso para julgamento em plenário nas próximas semanas, após elaborar seu voto. Caberá ao presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, marcar o julgamento. 

Em entrevista ao programa Correio Debate, da Rede Correio Sat, o ex-candidato ao Governo do Estado, Nilvan Ferreira (PL), classificou a manifestação do procurador-geral eleitoral como ‘cortina de fumaça’. Para ele, o debate teria como objetivo tirar o ex-presidente da disputa nas Eleições 2026. Nilvan Ferreira opina que não há razão para imputação de crimes a Bolsonaro.

“Já que não podem prender o ex-presidente, eles transformam Bolsonaro num líder muito maior e agora vão tentar encontrar uma forma de torná-lo inelegível porque sabem que ele tem uma probabilidade muito grande de voltar ao poder em 2026. Qual foi o crime que Bolsonaro cometeu? Criticar o sistema eleitoral? Políticos nesse Brasil assaltam os cofres públicos, que é um crime muito maior, aí querem colocar a pecha de criminoso em Bolsonaro, que apenas fez críticas e pediu que o processo eleitoral fosse mais transparente. Acredito que quando chegar no Tribunal Superior Eleitoral, que é quem realmente define, não vão cometer a sandice de tornar Bolsonaro inelegível porque aí vai ficar claro que o objetivo é tirar o ex-presidente do páreo eleitoral”, disse.

Já o presidente do PT na Paraíba, Jackson Macedo, destacou, também à Rede Correio Sat, a importância do parecer do Ministério Público Eleitoral e disse acreditar que o TSE terá o mesmo entendimento. Ele citou condutas do ex-presidente que considera ilegais e afirmou que, além de inelegível, Bolsonaro deverá ser preso.

“A expectativa maior é pelo julgamento na Corte. Eu não tenho a menor dúvida que haverá decretação de inelegibilidade, não só pelo ataque que ele fez à democracia brasileira durante quatro anos, principalmente ao sistema eleitoral, menosprezando as urnas, mas por vários outros problemas que nós tivemos durante a gestão. Em especial, no dia da eleição, a Polícia Rodoviária Federal foi praticamente usada como uma milícia privada aqui no Nordeste. Então, a responsabilidade de Bolsonaro começa a aparecer no âmbito da Justiça. Dizer que é a esquerda que está perseguindo não tem fundamento. Não é a esquerda. É o Ministério Público, é o Tribunal Superior Eleitoral. Então eu não tenho a menor dúvida da inelegibilidade de Jair Bolsonaro e, consequentemente, no processo que ele responde à Polícia Federal, a prisão do ex-presidente, que é inevitável”, disse.

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