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A bancada e o impeachment

Primeiro a presidente Dilma Rousseff apostou na divisão do PMDB e isolamento de Michel Temer. Não deu certo. Com o rompimento, elegeu o PP, dono da4ª maior bancada na Câmara, como o salvador do seu projeto, tendo como coadjuvantes o PSD e o PR. Mais uma vez resultou em frustração. Os progressistas, que já ocupavam o Ministério da Integração, recusaram o da Saúde e a Presidência da Caixa para votar pelo impeachment.

De herói, o PP passou a algoz. Seu desembarque ampliou a onda que já arrasta sete dos 10 maiores partidos na Câmara. Além dos progressistas, o PMDB, PSDB, PSB, DEM, PRB e PSD. Juntos têm 282 votos. O PR, que tem 40 deputados, pode ser o próximo desse grupo, no qual Dilma conta com o PT e o PDT.

O PP virou protagonista, assim como seu líder, o paraibano Aguinaldo Ribeiro. Ex-ministro das Cidades, defendeu publicamente o apoio a Dilma, sempre destacando seus pontos fortes. Vencido no debate partidário, fez o que é da democracia: aceitou a vontade da maioria. Sem subterfúgios, declarou como votará neste domingo: “O meu voto é o voto da bancada. Não posso votar diferente da minha bancada”.

Após o PP, foi a vez do PTB reunir a bancada de 19 deputados, sob a liderança de outro paraibano, Wilson Filho, e decidir recomendar ovoto “Sim”, o mesmo de nove dos 12 integrantes da representação da Paraíba.

Além de Aguinaldo e Wilson Filho, apoiam o impedimento Hugo Motta, Veneziano Vital do Rêgo e Manoel Júnior (PMDB), Rômulo Gouveia (PSD), Benjamin Maranhão (SD), Efraim Filho (DEM) e Pedro Cunha Lima (PSDB).

Votam a favor de Dilma os deputados Luiz Couto (PT) e Damião Feliciano (PDT). O deputado Wellington Roberto (PR) ainda não declarou sua posição.

Por que tantos partidos e adversários paroquiais estão do mesmo lado nessa questão? Como disse Wilson Filho, é a consciência “de que o Brasil vive a pior crise política e econômica dos últimos tempos” e que não tem como se reerguer com Dilma.

Torpedo

“Acredito na capacidade, equilíbrio e serenidade do vice-presidente Michel Temer para poder garantir ao Brasil o retorno da unidade e crescimento”.

Do presidente estadual do PSD, deputado Rômulo Gouveia, apostando no sucesso de um governo de coalizão nacional.

O povo

Wilson Filho (PTB) admitiu sucesso da pressão popular: “Por maioria, decidimos que em decorrência dos sucessivos escândalos e da crise econômica e política não existe possibilidade da Presidente continuar no poder”.

A causa

Hugo Motta (PMDB): “O atual governo não apresenta mais um plano de crescimento, já foram esgotadas as possibilidades de governabilidade e não conseguimos enxergar, da forma que está, melhorias para os brasileiros”.

Respaldo

Veneziano Vital do Rêgo disse que o momento exige“responsabilidade política, convencimento jurídico e compromisso público”. E que foi assim que decidiu pelo “sim”, seguindo a maioria da bancada do PMDB.

Números

O pré-candidato a prefeito de João Pessoa, Charliton Machado (PT) continua acreditando que “a direita não vai conseguir votos suficientes para o impeachment” de Dilma. “Vencerá a democracia brasileira”, diz.

Zigue-Zague

A perda de apoios não desanima os “Dilmistas”, que estão espalhando outdoors e painéis eletrônicos em João Pessoa, contra o “golpe” e em defesa da legalidade.

O delator do Mensalão, Roberto Jefferson reassume o comando do PTB Nacional às 10h de hoje, em Brasília. E já marcou visita, com palestra, na Paraíba.

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