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A carta de Nonato

“Em política, os aliados de hoje são os inimigos de amanhã”, ensinou o famoso italiano Nicolau Maquiavel. Em “Breviário dos Políticos”, seu patrício naturalizado francês, cardeal Jules Mazarin, recomendou: “Age em relação a teus amigos como se eles devessem tornar-se um dia teus inimigos”.

Não são muitas as parcerias que resistem ao exercício do poder. que envolve disputas,múltiplos interesses, e que sofrem influências das conjunturas nacional, estadual e local. Ontem confirmou-se um rompimento que começou a se desenhar em 2014: o do vice-prefeito Nonato Bandeira (PPS) com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD).

Aliás, Bandeira repete o então vice-governador Rômulo Gouveia, que ao saber que Ricardo Coutinho estava entregando ao PT a vaga de candidato a Senador que fora garantida a ele, rompeu e apoiou Cássio.

Foi nessa época que Cartaxo e Nonato começaram a se distanciar. O primeiro foi para Ricardo e o outro para Cássio. A sintonia que marcou a campanha de 2012 já não existia e nas conversas sobre alianças para a reeleição, este ano, sempre ficou claro que a vaga de vice-prefeito estava na mesa para negociação.

Entre 2014 e 2016, Nonato perdeu a condição de interlocutor do PPS junto ao prefeito, que passou a conversar diretamente com os vereadores. Ele manteve a fleuma e só mostrou as insatisfações que acumulou ao divulgar, ontem, carta aos filiados do PPS, na qual faz duras críticas a gestão e recomenda que o partido não siga com Cartaxo.

Nonato, que é político inteligente, construiu uma peça que só quem está dentro da gestão poderia fazer: rica em detalhes, danosa pelo posto que ocupa e provocativa nas observações.

A reação de Cartaxo foi equivalente. Considerou como normal na politica e aplicou lições recentes.Em 2012, quando rompeu com Luciano Agra, Ricardo atacou ao ponto de humilhar o ex-vice, que ganhou a simpatia dos pessoenses. Em 2014, demitiu todos os assessores de Rômulo e cortou carros e telefones da vice-governadoria. O prefeito garantiu que respeita a opção e que nada vai mudar na vice-prefeitura.Não quer vítima no caminho da reeleição.

Torpedo

“A grande missão, a partir deste momento, é a da pacificação do País, da reunificação do País. (…) O fundamental agora é diálogo. Em 2° lugar, a compreensão. Em 3° lugar, para não enganar ninguém, a ideia de que vamos ter muitos sacrifícios pela frente”.

Do vice-presidente da República, Michel Temer, em áudio dirigido aos deputados do PMDB, no qual fala sobre o pós-impeachment.

Contra Dilma

Ricardo Coutinho foi voto vencido na Executiva Nacional do PSB, que decidiu apoiar o impeachment. O presidente Carlos Siqueira resumiu: o partido votará “em sintonia com as ruas e com a necessidade de mudança”.

Definido

Palavras de Siqueira: “Um partido não pode ser neutro, ainda mais em uma situação de alta gravidade como a que nós vivemos hoje com a crise da maior magnitude”. O PSB tem 31 deputados e não punirá dissidentes.

Acusação

Cássio Cunha Lima entrou com representação criminal contra a presidente Dilma, na PGR. Acusa a petista de crime de corrupção passiva privilegiada, ao tentar nomear Lula para cargo com foro privilegiado.

Prognóstico

O presidente do PSDB na Paraíba, Ruy Carneiro prevê vitória do impeachment no plenário: “A população exige uma resposta de seus representantes e eles não vão se furtar de corresponder a esse clamor da nação”.

Zigue-Zague

Ficou para hoje a leitura do relatório da CPI dos Fundos de Pensão. O relator, Sérgio Souza (PMDB-PR) antecipa que vai pedir indiciamento de “centenas”.

Segundo ele, foram investigados 15 casos que causaram um rombo de R$ 3 bilhões aos fundos de pensão da Caixa, Correios, Petrobras e Banco do Brasil.

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