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A confian?a do PT

A pendenga entre PT e PMDB da Paraíba é o assunto que mais gera expectativa nos meios jurídicos e políticos do Estado. Quando se calcula seus efeitos, logo se percebe porque a confirmação ou o desmonte dela desperta tantos interesses e atenções.

Ao contrário do que propagam os advogados do PMDB, para quem os petistas paraibanos descumpriram deliberação nacional, o jurídico da coligação PT/PSB se revela surpreendentemente tranqüilo. Basta uma conversa rápida com o advogado Fábio Brito para um interlocutor convicto do direito do PMDB balançar em dúvidas.

Pra começo de conversa, Fábio diz que a forma imposta pelo PMDB para ditar a aliança carrega por si só uma aura autoritária e antidemocrática. A coligação com o PSB, frisa Brito, foi celebrada com o endosso da maioria esmagadora do partido e referendada pela sua militância, ao contrário da rejeitada relação com os peemedebistas.

O grande trunfo do PMDB é a resolução baixada pela direção nacional do PT, em 26 de junho. “Esquece, porém, que nela o PT exige a candidatura do partido ao Senado. Só que, ao realizar sua convenção no dia 29, o PMDB fez exatamente o contrário e lançou candidatura própria ao Senado na pessoa de José Maranhão”, historia.

“O primeiro ato de divergência ao que previa a resolução partiu do PMDB”, assevera Fábio. Além do mais, pontua, a cédula da convenção do PMDB deixou margem para retirada da candidatura de Vital do Rêgo. Assim, no dia 30, não restou outra via segura ao PT a não ser assegurar um dos pontos da recomendação nacional: a candidatura ao Senado, garantida na chapa do PSB.

Esse histórico dá aos advogados a segurança de que o PT seguiu o Estatuto, a legislação e, por fim, respeitou até o “decreto” da direção nacional. Caminhos que tranqüilizam o partido duplamente: na esfera política e no âmbito da Justiça.

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