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A escolha de Cartaxo

Lá no Sertão, de onde veio Luciano Cartaxo, diz-se que “quem quer pegar galinha, não diz xô”. É um provérbio português, mas recebeu um acréscimo fruto da sabedoria popular brasileira: “Diz-se ti, ti, ti”, que é o chamado para o agrado, para a alimentação.

Cartaxo não dirigiu afagos aos cinco vereadores que integravam sua bancada e que assinaram o pedido de CPI da Lagoa, que pretende apurar supostos desvios na obra. Pelo contrário, avisou que não conviverá com dubiedades: “A vida é feita de escolhas. Quem veste a camisa da situação, fica na situação. Quem vai para a oposição, fica na oposição. Não tem meio termo”.

O prefeito joga duro. A postura dele não é a de quem tem medo. Está muito mais para quem perdeu a confiança e assume o ônus de não contar com esses vereadores na sua bancadas e não entenderem que fidelidade também é da política.

Para Cartaxo, a CPI faz parte de uma estratégia eleitoral e não de uma ação ética. Explica: como João Azevedo, o candidato de Ricardo Coutinho, não cresce em intenções de votos, tentam atingir sua reputação e por tabela reduzir a aprovação da gestão, que em dezembro era de 67,3% (Sigma), o que tem respaldado seu favoritismo na disputa.

O prefeito diz que todas as recomendações do relatório da CGU, usado na CPI, já foram acatadas pela PMJP. Lembra que foi a própria CGU que destacou João Pessoa no ranking das cidades mais transparentes do Brasil, o que foi confirmado pelo do MFP e o do TCE.

Na Câmara, mesmo sem os cinco que subscreveram a CPI, Cartaxo tem maioria para indicar o presidente, o relator, para decidir quem será ou não convocado, e até o relatório final de qualquer CPI. Mas, admiti-la seria cair na armadilha dos adversários, dar o palanque que não têm.

A menos de sete meses das eleições, Cartaxo não quer perder tempo com o confronto para o qual foi chamado. Quer continuar entregando obras – e na sua programação estão a Lagoa, o viaduto da Geraldo Mariz e o Hotel Glória – consolidando sua imagem de gestor.

Contudo, se a CPI da Lagoa for admitida (não apostaria nisso), outras duas serão, com foco nas gestões de Ricardo Coutinho na PMJP. É algo como “quem com ferro fere, com ele será ferido”.

TORPEDO

Ou você é oposição, ou você é situação. Você não pode ficar no meio de campo querendo jogar nos dois times ao mesmo tempo. Então a nossa bancada é aquela que vota nos projetos do governo, é aquela que participa de nossa gestão.

Do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), sobre os cinco vereadores de sua bancada que assinaram a CPI da Lagoa.

Nada disso

Os tucanos Dinaldo Wanderley Filho e Tovar Correia Lima reagiram à ideia da bancada governista na Assembleia, de uma CPMI, para em conjunto com os vereadores da Capital, investigarem as obras da Lagoa.

A fila

Como tentam há mais de um ano, sem sucesso, instalar a CPI do Empreender, para apurar suposto uso da máquina pública na campanha de 2014, condenaram o possível uso da Assembleia “para fins eleitoreiros”.

Tem tempo

O pré-candidato a prefeito João Azevedo (PSB) diz que é cedo para falar em nomes para vice. Vai esperar o fechamento da janela partidária para avaliar os quadros disponíveis e só então iniciar o debate com os aliados.

Convidada

O presidente do TJ, Marcos Cavalcanti tem encontro com a ministra Carmem Lúcia (STF). Vão acertar sua visita à Paraíba para lançamento do livro “Processos e Julgados Históricos da Paraíba – Violência contra a Mulher”.

ZIGUE-ZAGUE

Três notícias abalam o país: o pedido de prisão do ex-presidente Lula, o do ministro André Luis (TCU) de inclusão da presidente Dilma na ação de Pasadena e o PMDB.

O partido de Michel Temer faz convenção amanhã e vai decidir entre duas propostas: rompimento e postura de independência. Qualquer uma é desembarque.

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