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A escolha do tempo

A cinco dias da convenção nacional que decidirá se o PMDB deve continuar apoiando o governo da presidente Dilma Rousseff ou romper, os paraibanos continuam se declarando indecisos quanto ao impeachment e mantendo em segredo como votarão na terça-feira.

Há uma forte tendência para o desembarque, mas também há preocupação com as consequências da decisão. Por isso, vão usar o tempo que têm para discutir cenários, avaliar os argumentos dos grupos já definidos – governista e oposicionista – e tentar um consenso.

Pelo que ouvi de congressistas paraibanos, os defensores do rompimento estão atraindo mais apoio a cada dia em razão dos escândalos que causaram a queda de popularidade do governo, da repercussão dos grampos de Lula, do confronto com o Judiciário, da situação da economia e das manifestações de rua.

Para esses, adiar uma decisão comprometerá irremediavelmente o projeto do PMDB de voltar a ser protagonista em 2018. Não enxergam no governo competência para tirar o país da crise econômica. Lembram que até os empresários estão se posicionando, na esperança de uma saída que devolva a confiança no futuro.

O grupo que defende a permanência da aliança adverte para o efeito dominó do rompimento. Sustenta que após a queda do PT, o foco mudará para os outros partidos citados na Lava Jato. Portanto, melhor seria deixar os holofotes sobre Lula, Dilma e seu governo.Também insiste que o governo, se receber apoio fechado do partido, terá condições para superar a crise política e se dedicar a questão econômica.

Dos votos da Paraíba, cinco são de congressistas que estão ouvindo os argumentos de Renan Calheiros e José Sarney pró-Dilma, mas todos são próximos a Michel Temer. Com ele, teriam mais prestígio de que com a petista, que tem engrandecido seus adversários: José Maranhão não foi valorizado na campanha de 2010. Vital do Rêgo e Manoel Júnior foram preteridos para ministro e ela usou a força do governo para derrotar Hugo Motta na disputa pela liderança na Câmara.

Agora, o futuro dela depende deles, porque rompimento e impeachment caminham juntos.

Torpedo

“Quero dizer que continuarei apoiando firmemente, como venho fazendo até aqui, a Lava Jato, o trabalho do juiz Sérgio Moro e da PF, para que a verdade vença. Não será tentando desviar o foco, nem tentando nivelar todos por baixo, que eles vão inibir meu trabalho.”

O escolhido

O Tribunal de Justiça já escolheu o substituto do juiz Tércio Chaves de Moura no Tribunal Regional Eleitoral, cujo mandato termina em maio. Será o juiz Antonio Carneiro de Paiva Júnior, que recebeu 12 votos no Pleno.

Mais vagas

Antes da eleição, o TRE ainda renovará as duas vagas destinadas a juristas, atualmente ocupadas por Silvio Porto Filho e Breno Wanderley. As listas tríplices já foram definidas e a escolha caberá a presidente Dilma.

Um mapa…

Enquanto o governo usa o Mapa da Violência do Ipea para apontar queda no índice de crimes violentos letais intencionais, de 42 para 39,1 por 100 mil habitantes, a oposição compara números dos governos de Cássio e Ricardo.

… duas visões

Tovar Correia Lima diz que nos seis anos de Cássio foram 4.646 mortes e nos de Ricardo, 6.239. Que ao invés de acabar com a violência em seis meses, como prometeu, o que se vê é “falta de compromisso com a segurança”.

Zigue-Zague

Menos de 24 horas depois da Odebrecht informar que seus executivos, inclusive Marcelo Odebrecht, fariam delação premiada, o MPF negou entendimento.

Antes, repercutia o vazamento das listas de financiamento eleitoral da organização, mas a força-tarefa ainda não sabia se eram doações legais ou propina.

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