Ingressei nesta casa em 1990 a convite de Roberto Cavalcanti e Alexandre Jubert . Estava há 11 anos em O Norte, até então o líder da Imprensa paraibana, órgão do então poderoso Diários Associados que mantinha uma vasta rede de veículos de comunicação espalhados pelo país fruto da visão e da ousadia do paraibano Assis Chateaubriand.
Insatisfeito com os rumos do jornal que me acolhia, onde consolidei o prestígio de minha coluna , havia exercido várias funções e participado da implantação da TV O Norte, capitaneada pelo jornalista Marconi Góes Albuquerque, que comandava as empresas da Paraíba, articulei a minha saída e, ato contínuo, fiz a minha estréia aqui no CORREIO que naquela altura já ensaiava a reação que o levaria a desbancar o adversário e assumir a liderança absoluta na preferência dos paraibanos.
De lá para cá acompanhei toda a evolução do que passou a ser conhecido como o Sistema CORREIO de Comunicação ou, como prefere o dr. Roberto, da “família Correio” . Assisti , ao longo desses 24 anos, o grupo se expandir através de 18 emissoras de rádio, quatro emissoras de televisão, canais de internet e um jornal que se projeta por todo o Estado e que é hoje a maior referência da mídia impressa da Paraíba, vencedor , seguidamente, de diversos prêmios nacionais por sua
influência e credibilidade.
Em mais de duas décadas de muito trabalho e obsessiva determinação dos seus dirigentes, reforçados pela presença de Beatriz Ribeiro, que cresceu dentro da empresa até se transformar em peça fundamental de sua engrenagem, o Sistema CORREIO agigantou- se sem perder o seu caráter familiar, de uma empresa solidária que tem nos valores da família o seu principal alicerce, que se conduz com elevado espírito de fraternidade sem permitir, entretanto, que esse sentimento se confunda ou interfira no seu compromisso maior de servir a sociedade.
Ontem participei da tradicional festa de confraternização do grupo realizada na Granja Bela Vista, um paraíso ecológico que ainda resiste ali no Jardim Luna, considerada uma das áreas mais valorizadas da cidade. Cerca de 800 funcionários, representando 800 famílias, ali estavam compartilhando as suas emoções e agradecendo a Deus a oportunidade de trabalharem numa empresa séria, responsável, que respeita os seus empregados e que, sobretudo, é feita por gente que reconhece no ser humano a sua matéria prima mais importante.
Saí de lá ontem orgulhoso em fazer parte desse crescimento.