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A oposição reage

Em Brasília, os presidentes da República, do Congresso, do STF, da Câmara dos Deputados, do MPF, os comandantes do Exército, Marinha, Aeronáutica e vários ministros se reuniram para discutir um plano para enfrentamento da violência. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que em 2015 foram registradas nada menos que 58.383 assassinatos, sendo 1.502 na Paraíba.

Aqui, além dos crimes contra a vida, há também o crescente medo dos assaltantes, tanto que os fazem arrastões, como os que invadem cidades e usam explosivos em bancos. Ontem, cerca de 15 homens, fortemente armado, invadiram a cidade de Areia, dispararam contra o destacamento da Polícia, fizeram reféns, explodiram agência e fugiram com o cofre. Essa seria a 87ª ocorrência do gênero na Paraíba, este ano.

Por ser essa a realidade do Estado, o deputado Tovar Correia Lima classificou de “inacreditável” a decisão do governador Ricardo Coutinho que retirou dinheiro de ações como policiamento ostensivo e aquisição de armas e munições, áreas extremamente carentes de recursos.

O deputado se referia aos três decretos de remanejamento de verbas do orçamento, no valor de R$ 129 milhões, que tiraram recursos destinados a carros-pipa, poços e cisternas; da manutenção de hospitais e outras ações da Saúde; e ações da Polícia Militar, para pagamento de dívidas e de pessoal.

Palavras do deputado: “Na Paraíba, a população está refém do medo, policiais são desmoralizados e mortos por bandidos e cidades do interior não podem mais ter banco. Enquanto isso, o governador prega que está tudo em paz e ainda retira dinheiro da segurança. Ricardo Coutinho precisa ter respeito com a vida dos paraibanos e responsabilidade com dinheiro público”.

Os remanejamentos também foram criticados pelo deputado Jutay Meneses (PRB), que teme prejuízos para a saúde da população. Antes, o líder da oposição, Renato Gadelha questionou o corte para carros-pipa, quando o Estado enfrenta o 5° ano de seca e gravíssima crise hídrica.

Ao mexer em áreas sensíveis como segurança, saúde e água, Ricardo revelou brecha na armadura. O discurso da oposição tem apelo popular.

TORPEDO

Não podemos ficar calados com tamanho absurdo cometido pelo Governo do Estado que só faz prejudicar a população. Se a Paraíba está quebrada, não é por conta do povo e sim da péssima administração do Executivo.

Do deputado Jutay Meneses (PRB), criticando Ricardo Coutinho por tirar dinheiro de 13 hospitais para bancar uma “folha de pessoal inchada”.

Tradição

Até a eleição de Marcos Cavalcanti, em 2014, a sucessão no TJPB era tranquila. Prevalecia o critério da antiguidade, pelo qual era escolhido o mais antigo desembargador que ainda não tinha ocupado a Presidência.

Vitória

Na época era esperada a confirmação de Márcio Murilo da Cunha Ramos, mas não houve consenso e ocorreu a disputa que antecipou a ascensão de Marcos Cavalcanti ao cargo e mudou definitivamente as regras na Corte.

Disputa

Como consequência natural, neste ano a disputa empolgou, e dos 19 desembargadores, nove se inscreveram e disputarão a Presidência na eleição que decidirá ainda o vice e o corregedor, em 16 de novembro.

Presidenciáveis

São candidatos José Aurélio da Cruz, Saulo Benevides, Márcio Murilo da Cunha Ramos, Joás de Brito Pereira Filho, Arnóbio Alves, Carlos Martins Beltrão, João Benedito, João Alves e Leandro dos Santos.

ZIGUE-ZAGUE

+ O MPF denunciou o ex-ministro Antonio Palocci (da Casa Civil e da Fazenda), Marcelo Odebrecht, João Santana e mais 12 por corrupção e lavagem de dinheiro.

+ Os procuradores pediram o bloqueio de R$ 284,6 milhões dos acusados, e se forem condenados, o ressarcimento de R$ 505 milhões. A Lava Jato continua fortíssima.

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