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A pergunta e os cenários

E se Ricardo Coutinho for condenado por abuso de poder político e econômico pela campanha de 2014, como já aconteceu com os governadores do Rio de Janeiro e do Pará, e ficar inelegível para 2018?

Essa é a pergunta que foi introduzida no debate sobre as eleições do próximo ano na Paraíba, que tem alimentado defesas de candidaturas próprias nos maiores partidos que estão no campo da oposição, como PMDB, PSDB e PSD, e que anima pretendentes as duas vagas no Senado.

A pergunta leva a um universo de possibilidades porque quem está respondendo a vários processos como Ricardo Coutinho, enfrenta realmente esse risco. Ele já obteve vitórias no TRE-PB, mas as ações pautadas foram as que representavam menor perigo para seu mandato. No próximo dia 10 será julgada a ação da PBPrev, que recebeu parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) pela sua cassação.

Mas, é a do Empreender-PB, de autoria do MPE, a mais aguardada. Pelas provas reunidas, é apontada como a de maior risco para o futuro político de Ricardo Coutinho. Empréstimos para empreendedorismo teriam sido concedidos em troca de apoio eleitoral.

A morosidade do TRE-PB, já lamentada pelo senador Cássio Cunha Lima – ele próprio foi cassado menos de oito meses após a eleições de 2006, e no caso de Ricardo já se passaram dois anos e seis meses – favorece o governador, que já cumpriu mais da metade do mandato. Por isso, as expectativas dos adversários estão no TSE, e em razão dos prazos recursais, não mais em encurtar o seu mandato, mas na punição aparentemente menor: inelegibilidade.

Estabelecido que a pergunta inicial não é despropositada, é imperioso admitir que abre amplo leque de possibilidades. Sendo Ricardo Coutinho o líder do bloco situacionista, se – não devemos esquecer que é uma condição e pode não se concretizar – estiver impedido de ser candidato, não só a disputa para o Senado ficará sem um concorrente forte, mas todo o bloco liderado pelo PSB será impactado. Não conta com nenhum outro político com igual peso eleitoral.

Os cenários possíveis a partir do exercício provocado pela pergunta vão desde rearrumação das forças partidárias no Estado, até múltiplas candidaturas ao governo, mas em todos o PSB perde o protagonismo.

TORPEDO

O governador Ricardo Coutinho tem opinião sobre tudo, até sobre Trump e Hillary nos Estados Unidos, mas sobre a Previdência dos paraibanos ele não dá um pio.

Do líder do PMDB, Raniery Paulino sobre a expectativa em relação ao que será proposto para equilibrar as contas da Previdência estadual.

Regalias

Raniery defende que antes de impor mais sacrifícios aos cidadãos, que sejam cortados os privilégios existentes, começando pelos dos políticos. Acha fundamental discutir o custo dos parlamentares para a sociedade.

Regalias 2

Para ele, “é possível fazer mais com menos”, numa referência ao custo dos gabinetes parlamentares. Que um corte tornaria a atividade política menos vantajosa para os que querem apenas tirar proveito dos mandatos.

À venda

Cumprida mais uma etapa para a venda do prédio do extinto Paraiban: a autorização do governador foi publicada no Diário Oficial de ontem, estipulando que o preço será o de mercado, estabelecido pela Suplan ou Caixa.

Voto casado

Na campanha de 2018, Veneziano Vital do Rêgo e Ana Claudia, marido e mulher, devem pedir votos juntos em Campina Grande e região. Ele, para deputado federal; ela vai estrear como candidata a deputada estadual.

ZIGUE-ZAGUE

A semana tem julgamento histórico: terça-feira, o TSE decidirá, pela primeira vez, sobre cassação do Presidente da República, no caso, a chapa Dilma-Temer.

Na Câmara Federal estará em pauta o projeto que trata das dívidas dos Estados. O governo não aceitou abrir mão da exigência de contrapartidas e a decisão será no voto.

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