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A reação de Temer

A oposição vai insistir – o PSOL até já protocolou pedido de impeachment – mas a estratégia do presidente Michel Temer de enfrentamento da denúncia do ex-ministro Marcelo Calero (Cultura), parece ter abrandado a mais grave crise do seu governo.

Uma tempestade perfeita, nos moldes da que custou o mandato da ex-presidente Dilma Rouseff, estava em formação: uma denúncia de que apoiou o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que tentou usaro cargo em benefício próprio; a mobilização de deputados de sua base para aprovar uma anistia a Caixa 2 e outros crimes apontados pela Lava Jato; e os números ainda ruins da economia, principalmente o desemprego.

Temer elegeu como alvo prioritário o tema que poderia levar os brasileiros de volta as ruas: anistia a corruptos. Primeiro, mandou avisar que vetaria qualquer iniciativa nesse sentido. Depois, convocou entrevista coletiva em pleno domingo, tendo ao lado os presidentes Renan Calheiros (Senado) e Rodrigo Maia (Câmara), para garantir que tinham um acordo contra a impunidade; que a voz das ruas deve ser ouvida.

É claro que aproveitou para minimizar o peso das declarações de Marcelo Calero, que além de revelar os interesses patrimoniais de Geddel, disse que foi pressionado também pelo ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e pelo próprio Temer para liberar a construção de eficídio em Salvador, cujo projeto foi vetado pelo IPHAN.

Temer lamentou ter sido gravado pelo seu ex-ministro. Sabiamente, disse esperar que o áudio seja logo divulgado, pois provará que apenas tentou mediar o conflito, e que não tomou partido.Rendeu declarações de apoio de poderosos como o senador Aécio Neves, que considerou o fato gravíssimo e pediu queCalero seja investigado.

As falas seguintes de Calero já foram diferentes. Disse que a conversa gravada foi “protocolar”. Os alertas de que pode vir a ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional e Código Penal devem ter influenciado. A PGR pediu os áudios e vai se pronunciar sobre quem cometeu crime nessa história.

Temer não venceu a luta, apenas saiu das cordas.Até aqui, tem mostrado habilidade política, mas a população quer resultados, principalmente na economia. Sem isso, corre o risco de sair de um sufoco para cair em outro. E o crédito dado a ele pelos brasileiros tem limite.

TORPEDO

Agora, com a entrega do aeroporto, é certo que o desenvolvimento chegue mais rápido. E essa tem sido a rotina do governador Ricardo Coutinho: entregar obras, ações e serviços que vão garantir que nossos netos tenham um futuro melhor.

Do deputado Gervásio Maia (PSB), na inauguração do novo aeroporto de Cajazeiras.

Bom exemplo

Licenciado e antes de viajar para descanso com a família, Romero Rodrigues reforçou junto à Presidência da Câmara e vereadores de sua base, que abre mão de qualquer reajuste do próprio salário para 2017.

Modelo

“Em tempos de crise, o exemplo no corte da própria carne deve vir de cima”, justifica Romero. Essa não é a primeira vez que faz isso. Nos últimos dois anos reduziu o seu salário e o do vice-prefeito em 40%.

Austeridade

Sem alarde, Romero também estendeu a decisão para os vencimentos dos secretários, diretores e demais cargos comissionados da Prefeitura de Campina Grande. Mas, para esses, o corte foi menor: ficou em 20%.

Na onda

Um dia depois de Michel Temer, Renan Calheiros e Rodrigo Maia garantirem que não permitirão anistia a Caixa 2, o senador Raimundo Lira se posicionou: “Sou totalmente contra”. Admitiu que atrapalha Lava Jato.

ZIGUE-ZAGUE

Dia de decisão. No Senado, hoje, será votada a PEC que limita gastos públicos. O líder do governo, Romero Jucá prevê que dos 81 senadores, 65 são a favor.

Na Câmara, os líderes confirmaram a votação do relatório de Onyx Lorenzoni sobre as 10 medidas contra a corrupção. Sem a emenda da anistia ao Caixa 2.

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