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A vaga do PSB

Eduardo Campos considerava que os modelos do PT e PSDB já não tinham nada a acrescentar ao Brasil e por isso apresentou-se como alternativa. As alianças que costurou para viabilizar esse projeto podem complicar a substituição do seu nome na disputa Presidencial. A vice, Marina Silva, já recebeu o apoio público de seu irmão, Antonio Campos, mas os interesses regionais do PSB é que vão determinar o posicionamento do partido, que só admite opção que respeite os acordos existentes.

O PSB está coligado com o PSDB em sete Estados, inclusive São Paulo, e também têm alianças com o PT, como é o caso da Paraíba. Marina Silva manifestou-se contra várias dessas parcerias, mas aceitou a liderança de Eduardo Campos. Agora, os pessebistas temem que assumindo a candidatura cause problemas. Também resistem em apoiar uma candidata que não tem compromisso de continuar no partido, e que só espera o registro do Rede Sustentabilidade para migrar.

Se o PSB quer respeito aos acordos, PT e PSDB avaliam os efeitos da possível entrada de Marina Silva na disputa presidencial e vão tentar influenciar os rumos do partido. Se ela não ameaçar a posição de Aécio Neves,será bem-vinda pelos tucanos, porque estará reforçando a possibilidade de 2º turno. O PT sabe que ela tira votos de Dilma, mas a questão é como impacta o tucano.

Esse debate, que já acontece nos bastidores, só será público depois do sepultamento de Eduardo Campos, apesar da pressão por conta do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, na terça-feira. À Ricardo Coutinho, por exemplo, aliado do PT, não interessa opções que fortaleçam o PSDB do seu adversário Cássio Cunha Lima.

Ricardo não quis antecipar sua posição, certamente porque precisa avaliar muito bem as opções e suas repercussões na Paraíba.Quando chegar a uma conclusão, sendo um dos cinco governadores do PSB, será articulador influente.

A parte do PSB que resiste a Marina Silva admite desde lançamento de um nome próprio, mesmo sem peso, mas que tenha a cara do partido, até declaração de apoio a Dilma ou Aécio. Mesmo com peso eleitoral reconhecido, não será fácil para a ex-senadora, ambientalista e evangélica, ocupar essa vaga.

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