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Acordo Mercosul-UE vai enfrentar resistência da França, segundo economista

Agricultores do país desejam impor seu protecionismo às exportações brasileiras
Lula e Emmanuel Macron
Lula e Emmanuel Macron, presidente da França (Ricardo Stuckert/Presidência da República)

presidente Lula anunciou que o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia será assinado em 20 de dezembro. A negociação, que se arrasta há anos, é prioridade do Brasil durante sua presidência no bloco sul-americano.

Para entrar em vigor, o texto precisa da aprovação da maioria dos países europeus e do Parlamento Europeu, o que pode enfrentar resistências, especialmente de nações como a França, que questionam termos ligados ao agronegócio e ao meio ambiente.

Para a economista Carla Beni, a assinatura representa um avanço, mas o processo será longo.

“Foi um grande avanço, mas esse processo são dois textos produzidos, um provisório e o outro que será o texto permanente, ele só entra em vigor mesmo depois de aprovação de todo toda a votação da maioria dos países da União Europeia”, afirma ao Conexão Record News de segunda-feira (24).

Ela destaca que o acordo traz desafios estratégicos para o Brasil, como decidir se continuará exportando matérias-primas ou se investirá em produção industrial, já que a União Europeia tem interesse em terras raras brasileiras.

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