A justiça manteve a condenação de Luiz Paes de Araújo Neto, acusado de matar Aryane Thays, achada morta em 15 de abril de 2010, às margens da BR-230, em João Pessoa. A decisão ocorreu nesta quinta-feira (24).
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Em setembro de 2013, ele já havia sido condenado, mas recorreu da decisão. A defesa alegava “nulidades do júri em que o seu cliente foi condenado”. No mérito, o advogado afirmou que “o julgamento foi contrário à prova dos autos”.
Conforme o desembargador Joás de Brito Pereira Filho e, de acordo com os autos, Luiz Paes foi apontado como o autor do homicídio praticado contra Aryane Thays, grávida em início de gestação, entre a noite de 14 e a madrugada de 15 de abril de 2010, em João Pessoa. Ela foi encontrada morta por asfixia.
Joás disse que “a decisão dos jurados foi tomada de acordo com o acervo comprobatório, ao contrário do que a defesa alegou”.
A defesa traça um histórico daquilo que classifica como ‘a verdade dos fatos’, narrando, em linhas gerais, que o acusado tivera um breve namoro com a vítima, quatro anos antes, porém, sem intimidades”, destacou o desembargador.
No voto, o magistrado relatou o encontro entre os dois para realização de aborto, conforme os autos, e que Aryane teria deixado o carro de Luiz Paes e se dirigido para outro veículo.
“As investigações e o apurado na instrução trazem versão divergente. O acusado não conseguiu provar o álibi e as evidências sustentam a decisão judicial”, destacou o relator.