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Acusados de matar médico da PB em PE são condenados

Os dois acusados de matar o médico Artur Eugênio de Azevedo, que tinha 35 anos em  2014, foram condenados a 22 e 27 anos de reclusão. A sentença foi proferida na madrugada desta quinta-feira (13), após três dias de sessões no Fórum de Jaboatão de Guararapes, no Grande Recife (PE). As informações foram confirmadas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), com apoio do Diáro de Pernambuco.

O cirurgião Cláudio Amaro Gomes, de 60 anos, foi condenado, a 27 anos de prisão por homicídio qualificado, por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Segundo a investigação, ele foi o mandante do assassinato do colega. O outro réu, Jailson Duarte César, foi condenado a 22 anos de reclusão e dois anos e 280 dias-multa por homicídio qualificado com os mesmos agravantes, além de dano qualificado. Os dois já estavam presos há quatro anos.

“Cláudio Amaro é o responsável, efetivamente, pela montagem dessa organização criminosa, a formação do grupo e a delegação de tarefas foram feitas por ele”, disse a promotora de Justiça Dalva Cabral, que atuou no julgamento.

Em relação a Jailson, o papel dele teria sido de atuar como intermediário entre Cláudio Amaro e seu filho, Cláudio Amaro Gomes Júnior, e os executores do crime, recrutando-os para cometer o delito e efetuando o pagamento pelo que havia sido acordado.

“Consta nos autos depoimento de Lyferson (já condenado por participação no crime) assegurando que recebeu dinheiro de Jaílson, de modo que não temos dúvida do seu papel nessa empreitada criminosa”, disse o promotor de Justiça Emmanuel Pacheco.

O crime

O médico Artur Eugênio foi achado morto a tiros no dia 12 de maio de 2014, às margens da BR-101, em Comporta, em Jaboatão dos Guararapes. Segundo as investigações, Artur descobriu que Cláudio praticava irregularidades.

Ao logo de toda a investigação, as autoridades coletaram informações que indicavam que Artur Eugênio era um profissional exemplar, enquanto o réu Cláudio Amaro Gomes tinha atitudes profissionais questionáveis.

Artur era paraibano, com familiares em Campina Grande, e atuava no Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP), Hospital das Clínicas, Imip e Português e era graduado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

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