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‘Adoráveis Mulheres’ chega aos cinemas da PB; confira estreias

Hollywood vive uma onda de remakes e resgate de franquias clássicas, mas o caso de ‘Adoráveis Mulheres’ se assemelha mais ao de ‘Nasce Uma Estrela’, com diversas adaptações ao longo da história do cinema. A que chega hoje nos cinemas paraibanos é a sexta versão (sendo duas ainda da época do cinema mudo), com direção de Greta Gerwig (Lady Bird).

Diferente da saga da artista de ascensão meteórica que é ‘Nasce Uma Estrela’, cujo roteiro foi pensado direto para o cinema, ‘Adoráveis Mulheres’ é uma adaptação do livro de Louisa May Alcott, que também pode ser encontrado no Brasil com título de tradução literal do original, ‘Mulherzinhas’ (Little Women, título americano do filme de Greta).

O livro foi publicado em 1868, logo após a Guerra Civil dos Estados Unidos, concluída  três anos antes. A história se centra na relação das irmãs da família March crescendo durante esse período nebuloso. O pai está ausente, combatendo no front, e a mãe (Laura Dern) vira a fortaleza do lar. Por conta disso, Jo (Saoirse Ronan, de Lady Bird) também se vê em uma situação em que precisa tomar as rédeas de sua vida.

Ela é uma espécie de representante da própria Louisa May Alcott na trama, demonstrando interesse pela escrita. Se, na obra original, o destaque ficava mesmo com Jo, aqui, Greta Gerwig traz outro olhar para as personalidades de Meg (Emma Watson, da saga Harry Potter), Amy (Florence Pugh, de Midsommar) e a caçula Beth (Eliza Scanlen, da minissérie Sharp Objects).

“[Gerwig] problematiza as relações arcaicas no qual suas protagonistas são reféns e dando uma oportunidade de serem todas elas (e não apenas Jo, a escritora) autoras de seus destinos”, pontua o crítico de cinema Francisco Carbone, do site Cineplayers.

Esse processo de ‘modernização’ de uma obra clássica, embora necessária para se conectar com a geração atual e com o entendimento, nessa obra específica, sobre o feminino, também pode ser uma armadilha. O risco de soar anacrônico é grande. No entanto, Greta Gerwig se ancorou na própria autora dos livros originais para estabelecer esse feito, como destaca o crítico Luiz Carlos Merten, do jornal O Estado de S. Paulo.

“Jo/Saoirse diz a Marmee, a mãe, interpretada por Laura Dern – que ganhou o Globo de Ouro de coadjuvante por História de Um Casamento. (…) ‘Estou cansada dessa gente que diz que as mulheres são feitas para o amor, cansada mas também solitária. Sinto-me sozinha’. A frase não é de Adoráveis Mulheres, não se encontra no livro, mas Greta pinçou-a de outra criação de Louisa May Alcott – Rose in Bloom. Há mais de 150 anos Louisa já expressava um mal-estar que hoje, cada vez mais, as mulheres verbalizam com crescente naturalidade, e autoridade”, enfatiza.

Outras versões

Os principais filmes que adaptam o livro clássico

As Quatro Irmãs (1933)

Estrelada pela jovem Katharine Hepburn, a versão dirigida por George Cukor foi considerada bem à frente de seu tempo, por trazer questões femininas que, para a época, ainda eram consideradas tabus ou motivo de desdém.

Quatro Destinos (1949)

A visão de Mervyn LeRoy é a menos celebrada das três, mas contou com uma produção visual caprichada, já que foi escolhido como parte das homenagens aos 25 anos dos estúdios MGM. Aqui, quem fazia Amy era a jovem Elizabeth Taylor.

Adoráveis Mulheres (1994)

Na primeira vez em que uma mulher (a australiana Gillian Armstrong) apresentava sua visão para o clássico, houve reclamações sobre o linguajar incompatível com o período retratado, mas é a versão mais elogiada.

Confira o trailer:

Outras estreias da semana

‘Retrato de uma Jovem em Chamas’

Um dos concorrentes à Palma de Ouro em Cannes no ano passado, o filme de Céline Sciamma é um drama histórico, ambientado na França do século XVIII. Marianne é uma jovem pintora que recebe a tarefa de pintar um retrato de Héloïse para seu casamento sem que ela saiba. A proximidade das duas faz com que a relação percorra outros caminhos. Estreia em João Pessoa.

Confira o trailer:

‘Ameaça Profunda’

O blockbuster estrelado por Kristen Stewart aposta em uma espécie de “terror marinho”, no espírito de filmes como “Tubarão”. Seis membros da tripulação de uma instalação abaixo do mar precisam fugir do local, que está sendo inundado. No entanto, eles serão perseguidos por predadores marinhos míticos e monstruosos. Estreia em João Pessoa.

Confira o trailer:

*Texto de André Luiz Maia, do Jornal Correio

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