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Agricultura familiar é alternativa para demanda de alimentos

Principal responsável pela comida que chega às mesas das famílias paraibanas, a agricultura familiar responde por cerca de 80% dos alimentos consumidos e tem se mostrado como uma alternativa para suprir a demanda de hortaliças, tubérculos e frutas frente ao cenário de desabastecimento atual, ocasionado pela onda de protestos no país. Isso porque, por não precisar de caminhões para o escoamento da produção, não há tanto prejuízo no abastecimento do mercado local, explica o analista técnico do Sebrae Paraíba, Pablo Queiroz.

Um desses exemplos vem da agricultora Maria Lucinalva, da cidade Pedras de Fogo, Região Metropolitana de João Pessoa, que produz gêneros como rúcula, espinafre, couve, feijão verde, mamão, batata, dentre outros legumes, além de ovos de capoeira. Toda a produção da família é comercializada nas feiras livres que acontecem semanalmente no Shopping Sebrae, Tribunal Regional do Trabalho, Dnocs e Tribunal de Contas, na capital paraibana, e que não será prejudicada, tendo em vista que o transporte dos produtos é feito por carros de passeio ou de pequeno porte.

“Como o meu carro é pequeno, não tem problema. A gente passa onde tem bloqueio e não tem prejuízo nenhum. Se tivesse mais incentivo em outros lugares era mais fácil para atender os clientes que precisam”, comenta a produtora.

Já na casa da agricultora Rosemeire Maria, em Pitimbu, no Litoral Sul do estado, também não há preocupação. A família produz grande parte dos alimentos que consome e ainda comercializa nas feirinhas. “Como a gente não produz em grande quantidade e vende direto para o consumidor final, não prejudica. Se a agricultura familiar fosse mais incentivada e mais gente produzisse, não teria essa crise”, comentou Rosemeire.

As feiras voltadas apenas para a distribuição de produtos provenientes da agricultura familiar têm se mostrado benéficas para os produtores e para os consumidores finais, destaca o analista técnico do Sebrae Paraíba, Pablo Queiroz, ao complementar que esses empreendimentos têm especial fôlego para surpreender em tempos de crise, a exemplo da que estamos vivenciando atualmente.

“A produção em pequena escala engloba uma série de benefícios. No cenário atual, em que temos o bloqueio de grandes cargas nas rodovias, os produtores familiares não são diretamente atingidos, já que o escoamento não é feito por trucks, mas por veículos de menor porte. Além disso, a vantagem para o consumidor final está na possibilidade de adquirir produtos mais frescos a um preço acessível, sem contar que quando você compra diretamente do agricultor familiar está fazendo com que o recurso circule na própria região”, afirma o analista.

Feiras de alimentos orgânicos

Quartas-feiras (manhã): estacionamento do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Centro.

Quartas-feiras (tarde): estacionamento do Shopping Sebrae, Bairro dos Estados

Sábados (manhã): estacionamento do Dnocs, bairro 13 de Maio

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