Existem brasileiros que torcem para que o Brasil tenha suas notas rebaixadas pelas agências de classificação de risco.
Existem brasileiros que – imagine – acalentam desejos profundos de que o Governo perca o controle da inflação.
Existem ainda brasileiros que apelam aos céus para que as chuvas não venham e a gente enfrente novos apagões elétricos.
E existem brasileiros que estão de dedos cruzados, torcendo fervorosamente para que a Seleção Canarinha não vá muito longe nesta Copa do Mundo de Futebol. Nesta torcida, perder só não é o bastante. É preciso que o time de Filipão dê vexame.
Por que tanta gente – brasileira – encorpa essa torcida contra o Brasil?
Pior que isso: por que elas não apenas torcem, mas efetivamente perpetram ataques diários – os mais sórdidos e sortidos – contra o seu próprio País?
Não compreendo isso. Nem aceito. Por isso – e me perdoem a repetição – venho continuadamente criticado esse fenômeno de ódio ao País nestes encontros semanais.
A nação deveria estar acima de todas as disputas. Deveria ser inatacável.
Se porventura os brasileiros desaprovam os gestores da ocasião, que ataquem essas gestões. Jamais o País.
Isso é cidadania.
Isso é amor pátrio. Um amor que deve ser tão intenso, incondicional, como o que me encheu o peito esta semana, nas comemorações do Exército pelos 69 do fim da II grande guerra – conflito do qual nos despedimos mais cedo, em 1944, com a rendição da Alemanha e o conseqüente fim das batalhas na Europa.
Enfim, são 70 anos de paz – e essa é mais uma marca fantástica desta grande nação.
Um País que suscita em mim, no meu termômetro afetivo, o ponto de ebulição – um amor febril, como o narrado na letra da canção da qual me aproprio hoje para nos inspirar a amar mais a Pátria amada, Brasil.
Canção do Exército Brasileiro
Nós somos da Pátria a guarda,
Fiéis soldados,
Por ela amados.
Nas cores de nossa farda
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
Em nosso valor se encerra
Toda a esperança
Que um povo alcança.
Quando altiva for a Terra
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada
Lutaremos sem temor.
Como é sublime
Saber amar,
Com a alma adorar
A terra onde se nasce!
Amor febril
Pelo Brasil
No coração
Nosso que passe.
E quando a nação querida,
Frente ao inimigo,
Correr perigo,
Se dermos por ela a vida
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
Assim ao Brasil faremos
Oferta igual
De amor filial.
E a ti, Pátria, salvaremos!
Rebrilha a glória,
Fulge a vitória.
A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada
Lutaremos sem temor.