Aos 83 anos, morre a professora e escritora paraibana Adylla Rocha Rabello

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A escritora Adylla Rocha Rabello, 83 anos, morreu no início da manhã desta segunda-feira (20) em casa ao lado dos filhos, no bairro Portal do Sol, em João Pessoa. Ela estava doente há cerca de dois anos depois de sofrer vários Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).

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“O estado de saúde dela se complicou depois de sofrer cinco AVCs sucessivos. Já esperávamos porque estava muito debilitada. Mas, a partida sempre é sofrida”, falou Gerardo Rabelo, um dos cinco filhos da escritora.

O velório ocorre a partir das 14h desta segunda, na Central de Velório Morada da Paz, na avenida Pedro II, em João Pessoa, e o sepultado está programado para ocorrer às 10h desta terça-feira (21), no Cemitério Parque da Acácias, no bairro José Américo, também em João Pessoa.

A professora integrava a Academia Paraibana de Letras (APL), sendo a segunda mulher a se tornar imortal. Ela era uma referência na obra de José Américo de Almeida.

Biografia

Nasceu em João Pessoa, na Rua das Flores, atual Pe.Azevedo, na década de 30, no dia 05 de dezembro; filha de Francisco Soares da Rocha e Ana de Abreu da Rocha. Casou-se, nos anos 50, com o empresário Humberto Lins Rabello, tendo nascido da união os filhos: Célida, Humberto Flávio, Roberto Cláudio, Gerardo e Celeida, que lhe deram doze netos. Iniciou os estudos no Grupo Escolar Tomás Mindelo, transferindo-se, depois, para o Colégio Nossa Senhora das Neves, para fazer o curso secundário.

Adylla era formada em Letras pela Universidade Federal da Paraíba ( UFPB), especialista em Língua e Literatura Francesa e mestra em Literatura Brasileira; e formada em francês.

Em setembro de 1995, Adylla assumiu a Cadeira na Academia Paraibana de Letras, que era ocupada pelo acadêmico Sindulfo Santiago. Foi colaboradora nos jornais locais e em revistas especializadas, publicando, regularmente, ensaios e crônicas.

Entre livros e plaquetes, publicou: Pareço-me comigo: uma aventura carnavalesca de José Américo de Almeida (Brasília: Senado Federal, 1987); 60 anos de A Bagaceira (FCJA, 1988); José Américo de Almeida nos bastidores (Senado Federal, 1994); Abelardo Jurema, da Prefeitura de Itabaiana ao Ministério da Justiça; O verbo amar em três tempos (Coleção Literatura Paraibana Hoje, 2000).

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