Apenas 12,6% das ações previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para a área da saúde no estado da Paraíba foram concluídas desde 2011, ano de lançamento da segunda edição do programa. Dos 1.069 projetos selecionados no programa para o Estado, todos sob responsabilidade do Ministério da Saúde ou da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), apenas 135 foram concluídos até dezembro do ano passado. A denúncia é do Conselho Federal de Medicina (CFM), que, a partir dos relatórios oficiais do programa, criticou o baixo desempenho dos projetos – reflexo do subfinanciamento crônico da saúde e da má gestão administrativa no setor.
“É preciso que as autoridades priorizem e aperfeiçoem sua capacidade de gerenciar os recursos e executar as ações programadas. Milhões de profissionais de saúde e pacientes enfrentam um verdadeiro caos nas unidades de todo o país, onde vidas são ceifadas por falta de infraestrutura adequada para o atendimento”, criticou o 2º tesoureiro do CFM e conselheiro federal pela Paraíba, Dalvélio Madruga. Quase metade (43%) das ações programadas para o Estado no período de 2011 a 2014 continuam nos estágios classificados como “ação preparatória” (estudo e licenciamento), “em contratação” ou “em licitação”.
Enquanto isso, 477 ações constam em obras ou em execução, quantidade que representa 45% do total. “Numa perspectiva otimista, mesmo que o Governo Federal consiga concluir os projetos em andamento, o Programa chegará ao fim deste ano sem cumprir a metade do prometido”, avaliou Madruga.
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