“O caso está sendo investigado, de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde. O Estado segue monitorando e acompanhando toda notificação de caso que evolua ao óbito para que o município desencadeie os bloqueios e ações necessárias”, declarou Talita Tavares, gerente executiva da Vigilância em Saúde.
De 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2013, foram notificados 17.585 casos suspeitos de dengue na Paraíba com 4.173 descartados, 8.119 confirmados, 127 casos graves e 5.166 inconclusivos. Em relação ao número de notificações em igual período do ano de 2012, foi observado um aumento de 52,3% (11.543 notificações). Em 2013, foram registrados 15 óbitos em todo estado – Arara, Aguiar, Conde, Casserengue, Pitimbu, Salgado de São Félix e Santa Rita (um em cada), Campina Grande (3) e João Pessoa (5).
Mudanças nas formas de detecção – Para 2014 o Ministério alterou a definição de caso suspeito para dengue. Agora é considerado caso suspeito toda pessoa que viva ou tenha viajado nos últimos 14 dias para área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a presença do Aedes Aegypti, que apresentarfebre, usualmente entre 2 a 7 dias, e apresente duas ou mais das seguintes manifestações: náusea, vômitos, exantema (erupção geralmente avermelhada que aparece na pele), dor muscular, dor nas articulações, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos; prova do laço positiva; leucopenia (redução dos glóbulos brancos no sangue).
O MS considera ainda, a partir de 2014, como caso suspeito toda criança proveniente ou residente em área com transmissão de dengue, com quadro febril agudo, usualmente entre 2 a 7 dias, e sem foco de infecção aparente. “A Secretaria, através da GEVS, vem trabalhando com todas as Gerências Regionais de Saúde e municípios para que essas informações cheguem aos profissionais da assistência para melhor definir os casos e assim notificá-los”, explicou Talita.
Também houve mudança no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), onde muitos dos municípios operacionalizavam o Sinan Net e agora o MS determinou a utilização do Sinan Online com prazo de implantação até o dia 28 de fevereiro.
Talita Tavares informou ainda que o Ministério preconiza a realização de, no mínimo, quatro ciclos bimestrais de visitas domiciliares nos municípios, sendo indicada a cobertura de 100%, perfazendo um total de seis ciclos. O MS recomenda, ainda, que antes de iniciar o 1º, 2º e 4º ciclos (janeiro, março e outubro), seja realizado o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) ou Levantamento de Índice Amostral (LIA). Isso possibilita um diagnóstico inicial para nortear as ações de campo e o processo de trabalho.
De 1º a 31 de janeiro, 83 municípios já realizaram esse levantamento. Os demais estão em fase de conclusão, uma vez que o MS determina que todos os municípios estejam concluindo seus índices até o final da 1ª quinzena de fevereiro. Dos municípios que já concluíram seus trabalhos, 20 (24,1%) estão com Índice de Infestação Satisfatório; 38 municípios (45,7%) com Índice de Infestação em Alerta; e 25 municípios (30,1%) com índice de Infestação em Risco.
O Estado vem trabalhando e apoiando todos os municípios na elaboração e execução dos seus Planos de Contingência, uma importante ferramenta para o planejamento das ações a serem executadas durante todo o ano.
De acordo com as ações programadas para 2014, no dia 18 de fevereiro terá reunião em Cajazeiras, com 15 municípios da 9ª Gerência Regional de Saúde; no dia 19 será em Sousa com 25 municípios das 8ª e 10ª GRS; no dia 24 será em Patos, reunindo 24 municípios da 6ª GRS e no dia 25, 19 municípios das 7ª e 11ª GRS serão reunidos, novamente, em Patos. Para as demais Gerências o manejo clínico será realizado no mês de março, com programação a ser definida.