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Após acidente, profissional defende apoio a familiares

Através do espelho retrovisor da moto, o marido e o filho de seis anos de Maria do Socorro da Cruz Santos, 41 anos, testemunharam o acidente que tirou a vida dela na manhã dessa terça-feira (20), em Campina Grande. Além da perda familiar, a cena vista pelos familiares vão ficar sempre na cabeça de quem sobreviveu. Por isso, segundo a psicóloga Ártemis Rodrigues, um acompanhamento psicológico se torna ainda mais importante para os dois.

“Quando a morte ocorre de forma trágica ou violenta, ela acaba despertando os sentimentos de revolta, impotência e negação. A cena testemunhada por pai e filho pode ser considerada traumática porque existe um grande nível de estímulo que talvez os mecanismos psicológicos deles não consigam elaborar de forma normal, o que acarreta várias perturbações ao longo da vida”, explicou a psicóloga Ártemis Rodrigues.

Para a psicóloga, é importante que eles queiram esse acompanhamento psicológico. “Em uma experiência como essa, muita coisa se passa na cabeça do pai. Ele pode estar se sentindo culpado por não ter conseguido salvá-la de alguma forma e também deve estar pensando em como vai fazer para criar, sozinho, o filho. Já a criança, com o acompanhamento adequado, vai conseguir superar essa vivência traumática e não sofrerá tanto no futuro”, concluiu.

O acidente que vitimou a mulher aconteceu na manhã desta terça-feira, no bairro Três Irmãs em Campina Grande.  A mulher conduzia uma moto sozinha, enquanto na frente ia o pai com o filho, em outra motocicleta. Até que em certo momento ela perdeu o equilíbrio, caiu na pista e foi atropelada por um caminhão que transportava postes de iluminação.

De acordo com a Polícia Civil, o caminhão vinha da fábrica de postes e seguia para o Centro da cidade. Após o acidente, o condutor do veículo, identificado como José Valério da Silva, 61 anos, permaneceu no local, onde aguardou a chegada da polícia e do socorro. De acordo com a delegada Josefa Alves de Assis, ele vai responder por acidente de trânsito com morte, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

*Com Ricardo Júnior, do Jornal Correio da Paraíba

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