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Preços de combustíveis, gás e alimentos seguem elevados

Mesmo com o fim da greve dos caminhoneiros, que se estendeu por quase 10 dias, os paraibanos ainda sofrem com os elevados preços dos combustíveis, alimentos e gás causados pelo desabastecimento em todo país.

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Como se não bastasse o aumento no preço de vários insumos, os paraibanos ainda terão que enfrentar o aumento na energia elétrica. Apesar de não estar diretamente relacionado à greve dos caminhoneiros, o reajuste chega em um momento de aperto para todos os brasileiros. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, o aumento de 23,19% deve chegar às casas dos paraibanos nos próximos dias. O reajuste ocorre por causa de uma revisão tarifária periódica, que acontece de cinco em cinco anos.

Combustíveis

Principal motivo das manifestações promovidas pelos caminhoneiros, o preço dos combustíveis teve uma pequena variação. O Governo Federal anunciou no último dia 30 de maio que faria uma reajuste de R$ 0,46 no preço do óleo diesel, que é utilizado para abastecer caminhões, dessa forma, acataria a uma das principais reivindicações dos caminhoneiros.

Todavia, de acordo com o presidente do Sindicato dos Condutores e Empregados de Empresas de Transporte de Combustíveis da Paraíba (Sindconpetro-PB), Hemerson Galdino, o reajuste não chegou às bombas conforme o esperado pela categoria. “Teve uma redução, mas não foi o esperado. Os donos de posto compraram o combustível por um preço e acabaram sendo obrigados a colocar o novo preço. E não repassaram integralmente. Por isso, a redução não foi completa. Não foi o esperado, mas foi uma conquista”, disse o presidente.

Já a gasolina e demais combustíveis utilizados para carros de passeio não tiveram seus preços alterados desde o início das paralisações. Durante os protestos, o desabastecimento provocou enormes filas nos postos de gasolinas, conforme registrado nos últimos dias, e alguns donos de postos de combustível da Capital aproveitaram a demanda para subir o preço dos produtos de maneira ilícita, todavia, o Procon-JP fiscalizou e notificou os postos que adotaram a medida ilegal. Porém, com o fim da greve, os preços continuaram os mesmos dos registrados antes das paralisações, variando entre R$ 4,07 e R$ 4,49.

Gás

A falta de gás de cozinha foi outra consequência da greve dos caminhoneiros, e com o fim das paralisações, a procura pelo produto aumentou consideravelmente, e os estoques de gás que chegam às revendedoras estão acabando com rapidez, devido a alta procura, conforme relatou o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás da Paraíba (Sinregás-PB), Marcos Bezerra. “Recebemos entre 18 mil e 20 mil botijões por dia, mas a demanda é muito grande. Muita gente acredita nos boatos de uma nova greve e compra até quatro botijões por vez para estocar em casa, o que é perigoso”, contou Marcos Bezerra.

Ainda conforme o presidente do Sinregas-PB, o abastecimento de gás no estado deve ser normalizado os próximos dias.

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Alimentos

Muitos consumidores que passaram pelo Mercado Central de João Pessoa nos últimos dias se depararam com as bancadas de frutas e verduras vazias. Porém, desde o fim da greve o abastecimento de frutas e verduras voltou a ser normalizado no maior mercado público da Capital. Contudo, os preços elevados causados pela pouca quantidade de produtos, se manteve. “Infelizmente a gente não pode abaixar o preço agora. Nós ainda estamos comprando mais caro às distribuidoras. Se não abaixarem, a gente também não pode abaixar”, disse a comerciante Maria de Fátima, que vendia o quilo de tomate por R$ 3,00, mas atualmente, está cobrando R$ 6,00.

Em pesquisa realizada nesta segunda-feira (4), o produto que mais apresentou alta foi o tomate, com uma variação de quase 100% do preço antes e depois da greve. As frutas como caju, banana e goiaba também tiveram reajustes entre 30% e 40%. As carnes também apresentaram aumento, conforme relatou o comerciante José Cláudio. “Antes cobrávamos R$ 5,00 no frango, mas hoje está R$ 7,00. Nós estamos cobrando mais caro porque se não, não temos lucro”, desabafou José.

Todavia, nem todos os vendedores optam por aumentar o preço dos produtos, e acabam reduzindo seus lucros, como é o caso de Juarez da Silva, que comercializa ovos. “A bandeja está custando R$ 9,00. Com essa crise, eu estou tendo que comprar mais caro. Mas eu não posso aumentar porque se não o povo não compra. Aí meu lucro diminui”, revela o comerciante.

Com a proximidade do São João, o milho tem sido bastante procurado pelos consumidores. E pelo menos com esse insumo, a greve não foi tão cruel. A ‘mão’ do milho está custando R$ 35,00, valor abaixo da média, se comparado a anos anteriores. De acordo com o vendedor Jorge Ferreira, a grande quantidade de produtos barateou o preço. “Com o milho não teve problema de abastecimento porque a maioria vem daqui mesmo da Paraíba ou de Recife. Aí tem muito e o preço fica baixo”, disse o comerciante.

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