Após polêmica com médica, Câmara de CG aprova ‘bolsa microcefalia’ de R$ 500

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A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou nesta terça-feira (3), por unanimidade, o projeto enviado pelo prefeito Romero Rodrigues que prevê a concessão de uma bolsa para famílias de crianças da cidade com microcefalia. Os pais das crianças terão direito a um Benefício de Prestação Continuada de R$ 500 por mês para ajudar no orçamento familiar.

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A aprovação aconteceu após polêmica envolvendo a médica Adriana Melo, que preside o Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (Ipesq) e foi pioneira nas pesquisas que apontaram associação entre o vírus Zika e a microcefalia, além de outros distúrbios. Cinco dias antes da decisão da Câmara municipal, a Casa, por maioria de votos, havia rejeitado uma emenda apresentada pelo vereador Olimpio Oliveira (PMDB), ao projeto original do Executivo, concedendo subvenções sociais a várias entidades, entre elas o Ipesq. Sabendo da votação, a médica usou as redes sociais para lamentar o não repasse e adiantou que não iria receber o título de Cidadania Campinense, aprovado pela Câmara de Vereadores.

No total, 27 crianças com a Síndrome Congênita do vírus Zika residem em Campina Grande. A bolsa será paga mesmo que os beneficiários já acumulem outro benefício da seguridade social, como ocorre na maioria dos casos das crianças com microcefalia e outros distúrbios causados pela Síndrome. Para receber o benefício, as famílias precisam comprovar que moram em Campina e que a renda per capta mensal não ultrapassa um salário mínimo, ou seja, R$ 937.

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Além da bolsa mensal, as famílias vão poder requerer também o direito a uma residência no Complexo Habitacional Aluízio Campos. O projeto que autoriza o Governo Municipal doar 30 casas para as famílias já tinha sido aprovado anteriormente, virando Lei Municipal.

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