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Artesanato paraibano ? destaque na abertura da Fenearte em Olinda

O Programa de Artesanato da Paraíba (PAP)
está participando da 15º Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte),
no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, com a diversidade de estilos
e tradições dos artesãos paraibanos. A Paraíba é representada pelo trabalho de
artesãos e quatro cooperativas do Estado, por meio de seis estandes no evento,
sendo o primeiro deles em um espaço de 30 m², do Programa de Artesanato
Brasileiro. Já em parceria com o Sebrae-PB, são cinco estandes de 27 m² cada
um, onde são expostas peças nas tipologias cerâmica, madeira, fibra, fios,
brinquedos populares, couro, tecelagem, metal e osso.

O Programa de Artesanato da Paraíba (PAP),
coordenado pela primeira-dama do Estado, Pâmela Bório, que já recebeu diversos
prêmios pelo trabalho à frente do artesanato, participou da abertura da Fenearte
nesta quarta-feira (2). Durante a visita, onde foi recepcionada pelos artesãos
e pela gestora do PAP, Ladjane Barbosa, a primeira-dama destacou a
originalidade, criatividade e o bom acabamento característico das peças
paraibanas que todos os anos se destacam no evento.

“É uma disputa por esse espaço e os artesãos
paraibanos se esforçam para apresentar o seu melhor, pois já nos tornamos uma
referência entre os Estados. No entanto, os que estão aqui representam uma
série de outros artesãos que ficaram em casa produzindo ou que estão
participando de outros eventos paralelos como o Salão de Artesanato, que
acontece até o próximo domingo em Campina Grande”, explicou Pâmela.

O ministro interino da Secretaria Especial da
Micro e Pequena Empresa, Nelson Hervey Costa, esteve na Fenearte e fez questão
de visitar e conhecer o estande do artesanato paraibano. Na oportunidade, ele
ressaltou a importância do espaço para que os artesãos consigam cada vez mais
comercializar seus produtos e ultrapassar fronteiras. “Queremos que estados
ricos em artesanato como a Paraíba conheçam novos artesãos, adquiram novos
clientes e ampliem suas vendas. É importante que mostrem seus potenciais, se
aproximem dos clientes para que vivam da sua renda e cresçam”, disse.

Para a coordenadora do Núcleo de Apoio as
Artes do Programa de Artesanato Brasileiro (PAB), Maria Helena, a Paraíba é
referência. “É um Estado sempre presente em nossos eventos, que prezam pela
qualidade. Agora em dezembro faremos uma feira exclusiva do PAB em São Paulo,
onde cada Estado terá 100 metros quadrados para divulgar o seu melhor. A nossa
proposta é ter uma feira em cada região do Brasil, por isso fizemos doações de
um caminhão-baú para cada Estado e locamos espaços para que eles estejam
presentes em todos os lugares. Com isso, pela primeira vez a Paraíba vai
participar em agosto de uma feira em Belém, no Pará”, acrescentou.

De acordo com a gestora do PAP, Ladjane
Barbosa, a produção do artesanato paraibano é constante para que possa atender
a demanda de eventos durante todo o ano. “Estamos com o Salão de Artesanato
aberto ao público em Campina Grande até o próximo domingo, mas os artesãos e
cooperativas que produzem bastante foram inseridos na Fenearte, pois é um local
excelente para vendas devido ao alto fluxo de visitantes. Mesmo com tanta
diversidade, nosso espaço já é carta marcada para os amantes do artesanato
original, já conhecido dos pernambucanos e turistas nacionais e
internacionais”.

A artesã Lucicleide Virgínia, natural de
Campina Grande, trabalha com o couro na fabricação de bolsas e, pela primeira
vez, é expositora na Fenearte. “Eu batalhei muito para conseguir esse espaço e
agora estou realizando um sonho, pois faço tudo sozinha e de maneira manual
desde a confecção do molde, corte, montagem e acabamento. Com todo cuidado,
trago o couro de bode e de boi de Cabaceiras, muitas vezes uso a pele do porco
para coberturas internas, e agora espero fixar meu produto no mercado para
continuar tirando minha renda exclusivamente das feiras”, disse a artesã.

Os produtos em couro estão entre os mais
procurados na Fenearte. As amigas Maria Fernanda e Beatriz Bavel, de São Paulo,
visitaram a Fenearte pela primeira vez e se encantaram com a riqueza e
originalidade do artesanato produzido na Paraíba. “Estamos levando para casa
sandálias feitas em couro de bode, pois é muito difícil encontrarmos peças tão
bem feitas como essas. Preço bom, gosto nos detalhes e exclusividade nos
chamaram atenção”, elogiou a visitante Beatriz.

A artesã Eliane Pereira, do Grupo Trançado,
do município de Pitimbu, comemora mais uma participação no evento e espera bons
lucros. “Dividimos as mulheres da cooperativa na produção e na participação do
Salão e Fenearte para conseguirmos atingir nossa meta de vendas. Fazemos
flores, frutas, acessórios decorativos para casa, tudo em fibra de coqueiro,
nosso diferencial”, relatou a artesã.

Fenearte

Com o tema “A Arte da Alegria”, os mamulengos
são temas desta edição da Feira, que é considerada o maior evento de negócios
do Brasil e traz a representação do artesanato brasileiro e de mais 48 países.
A Fenearte espera atrair um público de mais de 320 mil pessoas durante os seus
11 dias de realização. São cinco mil expositores, entre artesãos de Pernambuco,
de outros estados do Brasil e de 40 países. Além dos estandes, dispõe de espaço
infantil, rodada de negócios, desfiles de moda, praça de alimentação e ainda
promove shows e apresentações culturais que acontecem em 800 espaços, numa área
total de 29 mil metros.

Serviço

O Centro de Convenções de Pernambuco está
localizado na Av. Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, Olinda (PE). A
feira acontece até 12 de julho. O horário de funcionamento de segunda à
quinta-feira é das 14h às 22h e o valor do ingresso é R$ 10 (inteira) e R$ 5
(meia). Já de sexta-feira até domingo, o espaço funciona das 10h às 22h com
ingressos no valor de R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia). Há meia-entrada ainda para
estudantes, crianças de até 12 anos, professores e pessoas com mais de 60 anos.

O evento também oferece serviço de vans gratuitas
a cada 15 minutos saindo do Shopping Tacaruna até o Centro de Convenções: de
segunda a quinta-feira, das 14h às 22h30, e de sexta a domingo, das 10h às
22h30.

 

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