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As asas do poder

Faltam 12 meses e 18 dias para a data na qual os gestores que pretendem disputar novos mandatos em 2018 devem renunciar por exigência da lei. O prazo vale tanto para Ricardo Coutinho como para Luciano Cartaxo. Mas, enquanto o debate parece incomodar o governador, não produz o mesmo efeito no prefeito da Capital. Ao contrário, é possível identificar até certa euforia em sua equipe.

Os dois esperam produzir mais e melhor em 2017, pois vão precisar de capital político. Sabem que suas gestões serão avaliadas pelos eleitores, comparadas e criticadas pelos adversários, e que o tempo é inexorável. Então, por que encaram de forma diferente esse debate? Simples: enquanto para um significa abrir mão de poder, para o outro a perspectiva é de ampliar o que já tem.

Conversei com políticos governistas e oposicionistas que elencaram dezenas de razões para um governador, seja qual for o seu perfil ou filiação, não querer antecipar a sua sucessão. Lembram que o poder funciona como ímã, que atrai muitos, inclusive os que são amigos do cargo, independente do ocupante. Dependem do Estado.

No caso da Paraíba, além de um orçamento de R$ 11,2 bilhões, o Chefe do Executivo tem livre-arbítrio sobre quase 45 mil servidores sem concurso. São comissionados, CLT, prestadores de serviço e codificados, nas administrações direta e indireta. Um exército que pode migrar em busca de estabilidade ou por orientação de seus padrinhos.

O orçamento da Prefeitura de João Pessoa é de R$ 2,578 bilhões, ou 23% do que dispõe o Estado, e até dezembro existiam quase 17 mil sem concurso. Uma nova lei prevê redução de 5% desse quadro por ano, para abrir vagas para concursados, mas por enquanto também dependem da boa vontade do gestor.

Ricardo sabe que com o mandato de senador terá o prestígio da tribuna e o peso do seu voto, mas quando sair, seja em abril ou dezembro, passará o controle do orçamento e do “exército” para o sucessor. Luciano, também, mas saindo para disputar outro cargo Executivo, e um com maiores possibilidades, só perderá força gravitacional se não apresentar viabilidade eleitoral, e no momento ele é o nome da oposição.

O que explica as diferentes visões é a perspectiva futura de poder, ou o tamanho das asas que terão e quantos poderão abrigar sob elas.

TORPEDO

O Parlatório vai ser a tribuna do povo, espaço que os representantes dos movimentos sociais utilizarão para reivindicar direitos. Eu tenho certeza que vai ser um novo momento para a Casa, pois vamos promover ainda mais debates democráticos.

Do presidente Gervásio Maia (PSB), que reabrirá, amanhã, a tribuna que fica na Assembleia e poderá ser requisitada pelos que têm causa a defender.

Comparação

No que diz respeito a incentivo ao empreendedorismo – Programa de Emprego e Renda – o prefeito Luciano Cartaxo já teria desempenho bem superior ao de Ricardo Coutinho quando prefeito de João Pessoa.

Comparação 2

Segundo Josival Pereira (Comunicação), no 1° mandato Ricardo liberou R$ 8,4 milhões em créditos. No 2°, incluindo a parte de Luciano Agra, mais R$ 20,3 milhões. Total: R$ 28,7 milhões. Cartaxo já atingiu R$ 34,6 milhões.

Dinheiro novo

Os governadores conseguiram com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, garantia de urgência na votação de projetos que podem aliviar os cofres dos Estados, como a nova repatriação e a securitização de dívidas.

Venda de créditos

Pelo projeto de lei da securitização, a administração pública poderá vender ao setor privado os direitos sobre créditos que não conseguiu receber. Os governadores acreditam que possibilitará dinheiro novo, e rápido.

ZIGUE-ZAGUE

+ Os desembargadores Oswaldo Filho e Graça Morais assumiram, ontem, respectivamente as presidências da Primeira e da Segunda Seções Especializadas do TJPB.

+ Dica do professor Emilson Júnior: o Centro de Sumé da UFCG está inscrevendo até o dia 24 para vestibular especial do curso de Licenciatura em Educação do Campo.

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