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As lições de Dilma

A rapidez das mudanças na política surpreende até quem acompanha o seu dia a dia. Em Campina, a previsão era de que a eleição fosse polarizada entre PSDB e PMDB, entre o prefeito Romero Rodrigues e o ex-prefeito e deputado Veneziano Vital do Rêgo, e que este, em razão do forte apoio dado ao governador Ricardo Coutinho para sua reeleição em 2014, contaria com seu reforço contra os tucanos, adversário comum.

Como o PMDB não abriu mão de candidatura em João Pessoa, o PSB decidiu enfrentá-lo em Campina. E entrou com estilo. Levou deputados e prefeitos de várias cidades para o lançamento do seu candidato, Adriano Galdino. Os opositores dizem que o PSB precisou de lideranças de fora porque não conta com as de peso da cidade.

Para eliminar de vez qualquer dúvida de que o PSB entrou para ganhar, o PSB até substituiu o presidente municipal do partido, Fábio Maia, simpatizante da aliança com Veneziano, por Thompson Mariz, que está na mesma sintonia que os dirigentes estaduais.

Ficou claro que Veneziano será combatido pelo adversário de sempre, o PSDB, e também pelo que contava como aliado, o PSB, que está de olho em partidos que foram seus parceiros em eleições passadas. E como muitos passaram a integrar a base do governo, estão acessíveis.

Isolar Veneziano não será fácil, porque é líder em Campina. Na última eleição, por exemplo, recebeu nada menos que 32,23% dos votos válidos da cidade para deputado federal, concorrendo com outros importantes políticos da terra, como Pedro Cunha Lima (PSDB), Rômulo Gouveia (PSD), o ex-ministro Aguinaldo Ribeiro (PP) e Damião Feliciano (PDT). Contudo, está sob ataque.

O discurso do PSB é para forçar reação e entrar no jogo. Rotula tanto Veneziano como Romero Rodrigues de representantes das oligarquias. Tentando situar o peemedebista como simples coadjuvante nessa disputa, Adriano chegou a cogitar sua esposa, Ana Claudia, para vice. Quando ao tucano, ataca sua gestão sem dó nem piedade. Ambos estão resistindo. A polarização que interessa é a deles.

Adriano ainda tem um longo caminho a percorrer para fazer sombra a esses dois, mas se RC quer Campina, não pode ser subestimado.

TORPEDO

Ela não tem poderes para isso. O Brasil não será jamais uma Venezuela. O Brasil saberá resistir a essa tentativa desesperada da presidente de repetir João Batista Figueiredo. ‘Prendo e arrebento’ é o que a presidente Dilma está dizendo.

Do senador Cássio Cunha Lima, rejeitando o que considera “intimidação” da presidente Dilma Rousseff.

“Terrorismo”

Cássio Cunha Lima acusou o PT de fraude por conta de panfleto cujo objetivo seria garantir público nos atos pró-Dilma. Neles está dito que se ela sofrer impeachment, seu sucessor vai acabar com programas sociais.

Motivação

Benjamin Maranhão (SD), justificando seu apoio ao impeachment: “A sociedade não aguenta mais uma administração desastrosa, que levou ao aumento da inflação, diminuição dos empregos e da renda do trabalhador”.

Com Dilma

O governador Ricardo Coutinho e o prefeito Luciano Cartaxo estão estampado em banners que mostram nas redes sociais os políticos que assinaram carta contra o impeachment da presidente Dilma Rosseff.

Votos

O Mapa do Vem Pra Rua mostra crescente apoio ao impeachment da presidente Dilma. Ontem, na Câmara já seriam 232 votos a favor, 128 contra e 152 indecisos. No Senado, 34 a favor, 25 contra e 22 indecisos.

ZIGUE-ZAGUE

Em entrevista a Veja, o senador Delcídio do Amaral admite que errou, mas afirma que é Lula e Dilma que tentam de forma sistemática obstruir trabalhos da Justiça.

Palavras do senador: “A Dilma herdou e se beneficiou diretamente do esquema, que financiou as campanhas eleitorais dela. A Dilma também sabia de tudo”.

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