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As narrativas da crise

A hora da verdade está chegando. O prazo para a presidente Dilma Rousseff apresentar sua defesa contra o impeachment termina amanhã. O ministro José Eduardo Cardozo falará na Comissão Especial a partir das 17h. A partir de então, o relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO) tem cinco sessões para expor seu parecer, mas já marcou para quinta-feira. A votação poderá acontecer no dia 11. Depois vai para o plenário.

O calendário apertado tem levado os grupos a favor e contra o impeachment a uma batalha por votos, que inclui cargos públicos para atrair políticos para a base do governo, mas que também considera demonstrações de apoio popular. A força do povo é inspiradora.

Para os mesmos fatos, temos duas narrativas. A dos contra Dilma aponta a corrupção generalizada no seu governo (a Lava Jato espera recuperar R$ 42 bilhões desviados) e a crise econômica como resultado de decisões que tiveram como objetivo garantir a reeleição da governante. Citam as pedaladas fiscais e maquiagem da contabilidade pública para caracterizar crime de responsabilidade. O Ibope do último dia 30 apurou que 80% dos brasileiros já não confiam nela.

A defesa de Dilma sobre as pedaladas é afirmar que todos os antecessores fizeram o mesmo. Mas a LRF só entrou em vigor em 5 de maio de 2000, no final do governo FHC. Foi feita para preservar o controle das contas públicas e impedir a volta da inflação desenfreada. Então, só ele (por um ano e meio), Lula e Dilma podem ser cobrados.

Os que são a favor de Dilma não discutem corrupção. Negar os fatos seria muito complicado. Até defender a inocência de Dilma ficou mais difícil com a delação do senador Delcídio do Amaral. Assim, focam no debate político, insistindo que impeachment é golpe na democracia. É bandeira que os aliados podem levantar sem constrangimento.

Quem está ganhando o debate? O comitê suprapartidário pró-impeachment diz já contar com 346 votos, quatro a mais do que os necessários na Câmara. Mas, os governistas só precisam tirar alguns desses para arquivar o processo. E têm os cargos para atrair os indecisos. Já a oposição tem a tecnologia a seu favor. Nunca antes tantos acompanharam, em tempo real, o que acontece em Brasília.

TORPEDO

Inflação e demissões são algumas das consequências negativas dessa irresponsabilidade do governo. A taxa de desemprego chega a 10% em alguns estados, podendo encerrar o ano em 12%. É proselitismo puro, demagogia barata, autoproclamar-se defensor do trabalhador.

De Cássio Cunha Lima (PSDB), para quem erros na política econômica estão destroçando as conquistas dos brasileiros.

Mais votos

O alistamento eleitoral vai até 4 de maio, mas até fevereiro o eleitorado em relação a última eleição para prefeito e vereador (2012), cresceu 2,07% no Estado. As 10 maiores cidades concentram 41,4% dos votos.

Encolheu

Entre as 10 maiores, Campina aparece no TSE com menos eleitores do que em 2012, como resultado do recadastramento biométrico que antecedeu o pleito de 2014. Tinha 279.400 votos e agora tem 270.039.

Ranking

Quem mais ganhou eleitores até aqui foi Cabedelo. Passou de 36.649 inscritos para 43.434 (18,51%), superando Guarabira e Sapé e avançando do 10° para o 8° lugar no ranking dos 10 maiores colégios eleitorais.

Crescimento

Até fevereiro, e também em relação aos inscritos em 2012, Santa Rita tinha mais 9.808 eleitores. Passou de 89.214 para 97.965. Já Guarabira, subiu de 39.101 para 42.013. Mais vão definir quem ocupará o poder.

ZIGUE-ZAGUE

Raimundo Lira alerta que impostos já “confiscam” cinco meses de trabalho do cidadão, e que a carga tributária, de 36% do PIB, condena país ao subdesenvolvimento.

O senador do PMDB-PB diz que essa política vai na contramão de países que enfrentaram a crise mundial baixando impostos. Mas aqui a pressão é por aumentos.

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