Sempre gostei de retrospectivas. Não por saudosismo, mas pela necessidade de conferir melhor as transformações no mundo. O tempo passa tão rápido, são tantos os compromissos no dia a dia que perdemos um pouco a visão geral. E nada melhor do que ler ou assistir o conjunto de fatos, para melhor entendê-los e nos prepararmos para o futuro.
Os fatos são como uma pedra ao cair na água: provocam uma onda grande, mas não tire os olhos porque a força inicial vai continuar produzindo outras menores por mais um tempo. E não raro são essas que geram mais efeitos. A repetição, mesmo suave, é poderosa.
Nunca é demais lembrar que o Brasil começou o ano como uma economia forte e competitiva, a presidente Dilma como uma líder que derrotou o neto de Tancredo Neves, e o PT como o partido das massas. O ano está chegando ao fim com o país amargando sua pior recessão em 50 anos, com o povo indo as ruas para derrutar a petista, seu partido como símbolo de corrupção e Aécio Neves como líder emergente.
E na Paraíba? Ricardo Coutinho tomou posse no 2° mandato no mesmo dia em que Dilma, mas com a perspectiva de enfrentar forte oposição na Assembleia, uma vez que não conseguiu maioria nas urnas. Os partidos que apoiaram seu adversário, Cássio Cunha Lima elegeram 20 das 36 vagas na Assembléia. Os que estavam sob a marca de sua coligação, “A Força do Povo”, apenas 12. E como disputou em 3ª Via, o PMDB completava as cadeiras com quatro deputados.
A “pedra” que nesse caso provocou a onda da mudança, foi a eleição para a Mesa da Assembleia. A estratégia de Ricardo Coutinho para evitar uma derrota certa foi confrontar a “reeleição” do fortíssimo Ricardo Marcelo, com a proposta de “alternância” no poder: a eleição, no mesmo dia, das duas Mesas da legislatura. Assim, 26 deputados (são 13 cargos na Mesa), teriam a oportunidade de ocupar um deles.
Ganhar essa disputa deu a Ricardo condições para governar no seu modo e ritmo. Conseguiu incorporar os novos aliados à sua bancada e terminar o ano sem uma só derrota na Casa. A oposição só teve direito de falar, mas nenhum de decidir. O futuro pareceria azul se 2016 não fosse ano eleitoral e se os efeitos da crise não impactassem tanto as contas estaduais. Essas novas “pedras” vão continuar agitando a política.
Torpedo
” A Paraíba pode ter certeza que haverá sempre deputados comprometidos com o bem do Estado, fiscalizando e apontando as falhas do governo… Sejam quantos forem os deputados de oposição, faremos nosso trabalho de cabeça erguida”.
Do líder da oposição na Assembleia, deputado Renato Gadelha (PSC).
Proposta justa
O deputado federal Marcondes Gadelha (PSC) pretende garantir restituição no IR para os gastos do cidadão com segurança privada. Já que o Estado não cumpre com seu dever, “nada mais justo”, argumenta. Apoiado!
Novo alvo
Com a mudança do poder decisório do impeachment da Câmara para o Senado, Renan Calheiros virou a bola da vez. O #ForaRenan explodiu nas redes sociais. Apoio a Collor e o caso Monica Veloso foram ressuscitados.
Acessibilidade…
O prefeito Luciano Cartaxo não relaxa na programação de inauguração de duas obras por semana, que anunciou no aniversário de João Pessoa. Hoje, entregará a padronização da calçada da orla do Cabo Branco.
,.. no Cabo Branco
Não é a que fica do lado da praia, mas das residências, hotéis e restaurantes. Houve resistências, muitos foram à Justiça, mas abriu 112 novas vagas de estacionamento e assegurou acessibilidade aos pedestres.
Zigue-Zague
A partir de hoje estarei usufruindo de férias, mas volto na primeira semana de janeiro para acompanharmos os debates que vão decidir o futuro do Brasil.
Oro a Deus para que conceda a todos os leitores um “presente” de valor real, “amor”, que conhecemos com Jesus. Feliz Natal! Paz e prosperidade em 2016!