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Existe uma campanha de Ricardo Coutinho antes e depois da aliança com o PT. Essa é uma constatação percebida na prática. Foi depois do surpreendente apoio petista que a candidatura à reeleição do governador ganhou outro verniz. Por duas razões iniciais: pela reviravolta e pelo valor agregado, incluindo tempo de guia eleitoral.

O apoio do prefeito Luciano Cartaxo, dono de confortável aprovação de gestão, ajudou e muito Ricardo a se reconciliar com João Pessoa, sua principal base política e maior colégio eleitoral do Estado. Na Capital, o socialista acumulava focos de rejeição e viu a candidatura do seu partido ser derrotada em 2012 pelo próprio Cartaxo.

Com o irmão (Lucélio) na chapa, Luciano arregaçou as mangas para mostrar força e participação direta no resultado positivo da aliança em João Pessoa. O que, de fato, ocorreu. Ricardo com 76 mil votos de maioria e Lucélio quase 80 mil. O desempenho da dupla confirmou os frutos da parceria na Capital.

Independente do resultado do segundo turno, Luciano já consolidou sua liderança no Estado. Tem maioria e controle do PT e força já demonstrada para influenciar de forma decisiva nas futuras eleições da Paraíba, além de capilaridade comprovada para disputar a reeleição.

Depois do teste das urnas e de chegar em segundo lugar na frente de um político experiente e tarimbado como Wilson Santiago, Lucélio não pode mais ser chamado de estreante nos próximos embates. Percorreu a Paraíba, ampliou contatos, conviveu com políticos, partidos e fez bases pro futuro.

Mesmo quem discorda dos caminhos escolhidos pelos dois, tem que admitir: essa eleição serviu para revelar que, de 2012 pra cá, em pouquíssimo espaço de tempo, os irmãos Cartaxo deixaram a galeria das incógnitas e dos agraciados pela sorte e entraram no seleto time das estrelas da política estadual.

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