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Jonas foi goleiro de futsal (Foto: Reprodução)

Atleta encontra no esporte a superação para deficiência auditiva

Nesta sexta é comemorado o Dia Nacional do Atleta. A data celebra o esforço das pessoas que se dedicam ao esporte

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Um acidente com um cavalo ainda na infância fez com que atleta Jonas de Melo perdesse a audição. De lá para cá, foram muitos desafios superados. Atualmente, ele é professor de libras na Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (Funad). Mas foi através do esporte que ele conseguiu superar as dificuldades.

Nesta sexta-feira (21) é comemorado o Dia Nacional do Atleta. A data celebra o esforço das pessoas que se dedicam ao esporte, seja por hobbie ou para manter uma boa qualidade de vida. Ou como veremos na história de Jonas, para superar o que poderia ser uma limitação, mas que se mostra uma superação.

Jonas, por exemplo, começou a praticar o futsal na década de 90. Atuando como goleiro, Jonas passou a participar de alguns campeonatos e acumulou alguns títulos e tropeços. “Entre 99 a 2002 comecei a frequentar a associação de surdos e comecei a treinar futsal e eu adorava ficar como goleiro, gostava muito e ainda gosto de ser goleiro. Fui aprendendo, treinando. Viajei para Fortaleza para um campeonato de futsal e a gente acabou perdendo para uma equipe de Recife. Aí fui aprendendo, treinando, persistindo muito”, disse.

Depois disto, Jonas passou a praticar também outros esportes, como basquete e futebol de campo, onde também conseguiu títulos. Após um período, ele passou a ser treinador de pessoas com deficiência auditiva, mas atualmente está afastado da função.

Surdez não atrapalha prática esportiva

Segundo Jonas, o fato de ser surdo não o atrapalha em muitas coisas na hora da prática esportiva. Ele afirmou que a comunicação para uma falta ou infração, por exemplo, é feita de forma visual. “Na verdade são poucas dificuldades. Mas eu gosto muito, eu sou persistente. As dificuldades são poucas. Na hora do jogo, a comunicação é visual, através de bandeiras, para sinalizar as infrações”, afirmou.

Aparelho pode dar nova vida

A fonoaudióloga da Davitta, Fernanda Tavares, citou que as pessoas que têm deficiência auditiva acabam, às vezes, se privando de algumas coisas, acarretando até em um distanciamento do convívio de outras pessoas, por não conseguirem se comunicar tão facilmente.

“Geralmente as pessoas que apresentam perda auditiva, por terem dificuldade na compreensão de fala, não conseguem estabelecer uma boa comunicação, passam por um processo de privações, levando o indivíduo ao afastamento social que se isolam e se estabelece um quadro de depressão”, pontuou.

É neste cenário que o uso do aparelho auditivo entra como um equipamento que pode mudar os rumos da vida de uma pessoa com deficiência. Fernanda explicou que o uso do aparelho pode mudar toda uma realidade. “Os aparelhos auditivos passaram a ser as soluções indicadas para as pessoas que apresentam perda auditiva, pois traz de volta a capacidade de ouvir e se comunicar. Além de proporcionar convívio social, bem-estar físico e emocional, independência e segurança para as atividades diárias”, completou.

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