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‘Aves de Rapina’ traz Arlequina de volta às telonas

A missão de ‘Aves de Rapina — Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa’ era complicada, já que precisava dar continuidade à história de um dos personagens mais populares de Esquadrão Suicida enquanto se desvencilhava dos aspectos que levaram ao filme dos vilões da DC ser tão criticado pela mídia especializada. Pelas avaliações preliminares, parece que a obra de Cathy Yan estrelada por Margot Robbie conseguiu.

Até o fechamento desta edição, o filme contava com uma porcentagem de 92% no agregador de críticas Rotten Tomatoes, em uma média de  52 avaliações de críticos de cinema de todo o mundo. O consenso, até então, era que “com uma perspectiva nova, alguns novos amigos e cenas repletas de ação, ‘Aves de Rapina’ captura o espírito colorido e anárquico de Margot Robbie e sua Arlequina”.

Nos próximos dias, como a estreia do filme nos cinemas, essas avaliações podem variar, mas já é um indicativo de uma recepção bem melhor que seu filme de origem. O longa se constrói em torno da superação de Arlequina, que logo no início do filme se separa do Coringa – o interpretado por Jared Letto, não o de Joaquim Phoenix, indicado ao Oscar.

Ao longo da trama, a personagem se une a um grupo composto somente por mulheres: Canário Negro, Caçadora, a policial Renée Montoya e Cassandra Cain. Juntas, elas formam as Aves de Rapina.

O grande vilão é Roman Sionis (Ewan McGregor), que persegue Cassandra, já que ela rouba um diamante valioso para ele. Inicia-se, então, uma perseguição que põe as habilidades de todas as anti-heroínas à prova.

É importante salientar que não se trata de um filme de personagens virtuosos. Embora Roman seja claramente uma ameaça, as Aves de Rapina não têm intenções nobres. A própria Margot Robbie, que não só interpreta Arlequina, como também produz o filme e é uma das grandes entusiastas do projeto, classifica as personagens como anti-heroínas, já que cada uma delas apresenta ao público suas falhas e imperfeições, mesmo que não caiam no arquétipo de personagens de caráter maléfico. A escala de cinza aqui é bastante ampla.

A representatividade e a diversidade, dois termos em voga nas discussões sobre a sétima arte nos últimos anos, é vista com atenção, especialmente se compararmos com a escalação do elenco do seriado homônimo, criado no início dos anos 2000. Diferente de lá, em que o time era composto por jovens, brancas e magras, aqui temos uma policial Renée Montoya com mais idade, uma personagem de ascendência asiática e uma Canário Negro vivida por uma atriz afrodescendente.

O uso da violência também é um dos elementos que o fazem se diferenciar de Esquadrão Suicida. Com classificação indicativa para maiores de 16 anos (R, nos Estados Unidos, restrito para menores de 17), tem sangue e porradaria para agradar os reticentes por uma boa ação. “É um tumulto – cheio de atitude e com algumas das sequências de luta mais inventivas e esmagadoras de ossos do gênero dos super-heróis até hoje. Entrei com baixas expectativas e fiquei agradavelmente surpreendido com o quanto me diverti. Não reinventa a roda, mas tem estilo de sobra”, pontua Laura Prudom, do site IGN.

Confira o trailer:

Jojo Rabbit

Seria possível retratar um dos períodos mais repudiados da História de maneira cômica e satírica? Essa é a aposta do diretor Taika Waititi (‘Thor: Ragnarok’) com seu ‘Jojo Rabbit’. O nazismo retratado na obra, adaptada do livro ‘O Céu numa Gaiola’, da escritora neozelandesa-belga Christine Leunens, é apresentado sob a ótica de uma criança de 10 anos integrante da Juventude Hitlerista.

Para tornar a proposta ainda mais ousada e até indigesta para parte do público, o amigo imaginário do pequeno Jojo é o próprio Hitler, intepretado pelo próprio Taika, com trejeitos e posturas afetadas, em um deboche que contrasta com a nefasta figura dos livros de história, responsável pela morte de milhões de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial através de suas políticas eugenistas.

A trama se centra na vida desse menino, que descobre um segredo escondido nas paredes falsas de sua casa, em plena Alemanha nazista. Durante a obra, ele precisa amadurecer e desconstruir certas visões de mundo pré-concebidas e formatadas pelo regime nazista.

Um dos personagens de destaque do filme é o de Scarlett Johansson, que interpreta a mãe de Jojo e responsável por algumas das cenas mais sensíveis da película. Seu desempenho lhe rendeu dupla indicação ao Oscar na primeira edição em que concorre na vida, aqui por Melhor Atriz Coadjuvante e como Melhor Atriz por ‘História de Um Casamento’.

O filme causou controvérsia na Alemanha, tendo a exibição cancelada por diversos distribuidores e um desempenho pífio na bilheteria, por abordar um tema ainda extremamente sensível para o público daquele país.

Confira o trailer:

Festival Filmes do Oscar

O público de João Pessoa terá mais uma oportunidade de ver na tela grande produções que concorrem ao prêmio máximo da sétima arte. Trata-se do Festival Filmes do Oscar, uma proposta da rede Centerplex, que administra o cinema do Mag Shopping, na capital paraibana.

Quem perdeu ‘Era Uma Vez Em… Hollywood’, do aclamado diretor Quentin Tarantino, poderá assisti-lo nesta quinta-feira (6), a partir das 21h, em sessão única. Da programação completa, é preciso destacar duas produções que ainda permaneciam inéditas nos cinemas de João Pessoa: ‘Judy — Muito Além do Arco-Íris’ e ‘Os Miseráveis’.

Sobre este último, é preciso evitar uma confusão, já que existem as adaptações homônimas do livro de Victor Hugo, sendo a mais recente o de 2012, dirigido por Tom Hooper. O filme de Ladj Ly conta uma história contemporânea, inspirada pelas manifestações e tumultos que marcaram Paris e outras cidades da França em 2005.

Já ‘Judy’ é a obra que possivelmente garantirá o segundo Oscar para a atriz Renée Zellweger, que conquistou todos os prêmios aos quais concorreu nessa temporada de premiações. Trata-se de uma cinebiografia da atriz e cantora Judy Garland, em um recorte muito específico. Ele apresenta os últimos momentos da grande estrela, com alguns flashbacks, retratando uma vida trágica diante dos holofotes.

Programação

Quinta-feira: Era uma Vez em… Hollywood
Sexta-feira: Coringa
Sábado: Adoráveis Mulheres
Domingo: Parasita
Segunda-feira: 1917
Terça-feira: Os Miseráveis
Quarta-feira: Judy — Muito Além do Arco-Íris

Sessões: 21h

Centerplex MAG 2 (MAG Shopping, Av. Governador Flávio Ribeiro Coutinho, 115, Manaíra, João Pessoa)

*Texto de André Luiz Maia, do Jornal Correio

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