Há quase duas semanas marquei na minha agenda um tema especial para partilhar neste espaço (e quem me conhece sabe que ação grifada na minha agenda é ação cumprida).
A ação consistia em um texto no qual me rendo – e reverencio – a elegância política e a inteligência assertiva do amigo Nonato Bandeira.
Quando finalmente me propus a colocar meu apreço no papel, eis que o amigo fica ainda mais importante do que já é.
Nonato, agora prefeito, me encabulou.
Não queria correr o risco de parecer chaleirista (ou, pior que isso: oportunista) para uns poucos que não conhecem, de perto, a força e a longevidade dessa amizade.
Mas, quer saber? Não vou adiar esse impulso, que surgiu quando vi Nonato explicar porque as disputas eleitorais não arranharam sua lealdade ao prefeito Luciano Cartaxo – mesmo tendo travado batalhas em fronts opostos.
Disse Nonato: “Cartaxo lutava pela eleição do seu irmão, Lucélio. E eu pela vitória do meu irmão de coração, Luciano Agra”.
Poucas vezes a cena política nos brinda com tamanha elegância. Aliás, esta é uma seara que parece sempre condenada a seguir separada dos bons modos e da afetividade.
Mas não para Nonato.
O estrategista de rara habilidade; a mente brilhante que guiou e guia os nomes mais expressivos da política paraibana não se furta a ouvir as razões do coração.
E isso com certeza explica porque, em meio a tantas mentes engenhosas, Nonato conquistou seu lugar de destaque.
Já o havia feito como jornalista, nas redações do Sistema Correio – onde tem cadeira cativa e vitalícia. E de onde, ainda que não mais presente, jamais se ausentou.
O profissional talentoso completa o amigo, que desejamos ter sempre ao nosso lado.
Ele estará lá, com certeza, se algum dia ressuscitar em mim o desejo de voltar a ter aspirações políticas. Pois de suas orientações e conselhos jamais prescindirei.
Mesmo que, de sua cartola, saia o “desconselho”. Pois sei que sua sabedoria e experiência me conduzirão pelos melhores caminhos – ainda que (repito) seja não dar um passo sequer e permanecer onde estou.
Assistindo Nonato em ação reacende em mim sentimento de penalização por testemunhar, aqui e alhures, a figura do vice ser tão pouco aproveitada.
O que, por exemplo, Michael Temer opera em dupla com a presidente Dilma?
Pouco ou quase nada. E se ocorre, certamente é numa escala bem diferente da dupla que formava com meu saudoso primo Paulinho Brandão.
Verdade que nem sempre os vices ficaram de stand by. Ronaldo e Cícero, por exemplo, foram muito uteis um ao outro – e à Paraíba por tabela.
Nonato, com certeza, será muito útil para Cartaxo. E à população pessoense.
Ainda que fossemos uma ilha de prosperidade, sua inteligência e talento – encimados por um excelente coração – não poderiam ser descartados.
Com todos os problemas que temos para equalizar, é bom saber que temos um Nonato disposto a cuidar deles.
Estendendo sua bandeira de sapiência fraternal e habilidade ilimitada para praticar o bem.