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Bastidores do impeachment

O PSB, partido do governador Ricardo Coutinho, decidiu apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele, contudo, está entre os poucos dissidentes. Dos 31 deputados federais – nenhum eleito pela Paraíba – apenas três votariam com a petista, e no Senado, apenas dois de sete. Mas o paraibano não desistiu de lutar pela governante, cuja queda favoreceria politicamente seus adversários.

Ricardo tentou garantir o voto de Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), que estava indeciso até quarta-feira. Telefonou e argumentou fortemente. O peemedebista respondeu que não fugiria dos compromissos partidários. Explicou que a demora em tornar pública a sua decisão resultou da necessidade de agir com a responsabilidade política que o momento exige. E só.

Ricardo pode ter mais sucesso com Wellington Roberto, cujo partido lhe dá apoio na Assembleia e que ainda não revelou sua opção. O PR tem 40 deputados e 22 declaram apoio ao impeachment, cinco são contra e 13 ainda não se posicionaram.

Os outros votos que poderia influenciar já são de Dilma: o do petista Luiz Couto e o de Damião Feliciano, cujo PDT fechou questão a favor da governante, mas já tem quatro dissidentes.

Pressão também sofreu o deputado Wilson Filho (PTB). Tendo uma história no PMDB (nele obteve o 1° mandato) e em razão dos laços de amizade do pai, o ex-senador Wilson Santiago com Michel Temer, a escolha poderia ter sido confortável. Contudo, dos 42 prefeitos que apoiaram sua eleição, 41 queriam que votasse contra o impedimento.

Sendo vice-líder, no exercício da liderança, Wilson Filho comandou a reunião da bancada que optou majoritariamente pelo “Sim”. Teve que se render à maioria, como é da democracia. E sem constrangimento em razão do cargo que o pai ocupa no BB-Mapfre, pois embora tenha sido contratado e não nomeado politicamente, colocou o cargo à disposição desde a leitura do relatório de Jovair Arantes (PTB-GO) na Comissão Especial da Câmara.

Tanto Veneziano como Wilson Filho acham que Dilma perderá o mandato. O trabalhista explica: “A rua já julgou Dilma por tudo e não apenas por crime de responsabilidade. Não tem como ignorar”.

TORPEDO

O povo do Nordeste sabe que os golpistas não estão lutando contra a corrupção, mas para ficarem impunes em um novo governo dos ricos industriais de São Paulo, junto com os bancos, contra os trabalhadores. Não vai ter golpe, vai ter luta!

Do deputado Anísio Maia (PT), defendendo o mandato da presidente Dilma Rousseff.

Unanimidade

Os três senadores da Paraíba, José Maranhão e Raimundo Lira (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) votarão “Sim” ao impeachment, se chegar ao Senado Federal. JM prevê que passará com maioria expressiva na Câmara.

Diligente

Já Cássio Cunha Lima está tão confiante na aprovação na Câmara que já definiu os nomes do PSDB que indicará para a Comissão Processante no Senado: Antonio Anastasia (MG), Aloysio Nunes (SP) e ele pela Paraíba.

Placar

Veneziano Vital do Rêgo prevê mais de 350 votos, Wilson Filho acha que chega a 360, Rômulo cita prognóstico de 387 e Cássio aposta em 386. Para os paraibanos, dificilmente a presidente conseguirá evitar a derrota.

Mobilização

O vereador Fuba (PT) informa que a Frente Brasil Popular fará, hoje, novo ato a favor de Dilma. A concentração será no Lyceu, às 14h, com a presença de movimentos sociais, sindicatos e partidos contra o “golpe”.

ZIGUE-ZAGUE

A maioria dos 151 votos do Nordeste é pelo impeachment. Até ontem Dilma contava com 47 deputados,contra 76 que querem a sua queda e 32 indecisos.

Pelos votos declarados, Dilma está perdendo em cinco Estados, (RN, PB, PE, AL e MA), empatando em três (SE, BA e PI) e ganhando só no Ceará.

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