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Berimbaobab faz show de despedida antes de turnê na França

Uma mistura de Brasil, África e uma pitada de Europa. Esta é uma breve definição do que é o grupo Berimbaobab Brasil. Pequena mesmo, pois o projeto é imenso. E no dia 28 deste mês doze integrantes do conjunto embarcarão para a França para uma viagem que durará até o dia 13 de agosto. Lá, eles farão uma turnê e participarão do Festival “Le Nuits de La Poterie”, na cidade de Lyon. E para angariar recursos para esta jornada, o grupo está fazendo uma série de atividades. Uma delas, é um show que acontece neste domingo (14) no Teatro de Arena, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa. A apresentação é a partir das 20h e os ingressos custam R$ 10 (antecipados) e R$ 15 na bilheteria.

O evento marca a despedida do grupo e terá as participações especiais de Val Donato, Vó Mera, Pedro Índio Negro, Seu Pereira e o moçambicano Manuel Castomo e na dança a presença de Cintia Viana, Hugo Felix, Juliana Lima e Lua Aires.

Além do show, outra atividade promovida pelo Berimbaobab Brasil é a campanha de financiamento coletivo através do Catarse, que tem como meta arrecadar R$ 20 mil, a fim de custear o gasto já feito com as passagens.

Na França, o grupo irá se apresentar três shows: Mistérios de Caboclo, de Erivan Araújo; Show das Tribos, de Gláucia Lima , Soraia Bandeira e Izzah Ribeiro; e o próprio show do Berimbaobab Brasil.

Segundo Adeildo Vieira, um dos idealizadores do grupo, a viagem não se restringirá aos shows. Os componentes do grupo também realizarão outras atividades em paralelo.

“Lá vamos fazer, além dos shows, muitas oficinas. Uma de pífano com Erivan, uma de yoga para voz com Soraia Bandeira, de bonecas abayomi com Glaucia Lima, de ritmos brasileiros com Beto Preá, de dança com a Tribo Ethnos, com Vant Vaz e Carla Oliveira. A gente está levando um pacote cultural para lá, não é só tocar. A gente vai interagir e levar uma série de ações de cultura brasileira para lá”, disse.

Já para Soraia, a campanha de financiamento coletivo não é só para angariar recursos. O que o grupo pretende com isto é levar a cultura paraibana para outros ares.

“A importância desta campanha é grande para que as pessoas conheçam este projeto, nosso trabalho. Tiramos um empréstimo para isto e temos esta dívida para pagar. Mas não é só uma necessidade financeira, é uma necessidade de expandir nossa cultura, um trabalho que é feito na cidade de João Pessoa, na Paraíba e no Brasil, porque a gente vai levando nossa cultura para fora do país. Então conclamamos e convidamos as pessoas para que cheguem junto e conheçam este trabalho e compartilhem com os amigos para que cada vez mais, mais pessoas conheçam este trabalho e celebrem conosco”, afirmou.

Sobre o Berimbaobab

O projeto BERIMBAOBAB nasceu em 2012 numa turnê no Senegal, juntando o Coletivo Tribo Ethnos e Adeildo Vieira – da Paraíba, envolvendo três continentes, levando e trazendo artistas para trocar experiências culturais entre Paraíba, África e Europa. Na Paraíba, o BERIMBAOBAB BRASIL incorporou a arte de Glaucia Lima, Soraia Bandeira, Erivan Araújo, além dos irmãos Rudá e Uaná Barreto, o baterista Beto Preah e o baixista Jorge Negão. Na dança, a rica participação Ayleen Vant, Karla Oliveira, Kevin Assis, representando o Coletivo Tribo Éthnos e outros dançarinos que compõem harmonicamente a cena a partir da pluralidade musical proposta pelo grupo.

Sobre os convidados

Cintia Viana (Dança)

Cíntia Viana é bacharela em Direito, pela UEPB. Atua como terapeuta holística e como fotógrafa. É graduanda no curso de Licenciatura em Dança pela UFPB e está em formação no curso de aprofundamento em Yoga, pelo Espaço Arte Yoga.

Hugo Felix (Dança)

Hugo Felix passou pela Escola Técnica de Artes e pelo Centro de Referência da Dança. Atua como fotógrafo e é estudante do curso de Licenciatura

Juliana Lima (Dança)

Juliana Lima é natural de Maceió – AL. Atua em João Pessoa como Instrutora de Yoga, Terapeuta Integrativa e dançarina do coletivo de Maracatu Maracastelo, cursa Licenciatura em Dança na UFPB e está iniciando suas pesquisas nas corporeidades afro-brasileiras e no diálogo entre essas danças, terapias e Yoga.

Lua Aires

Paraibana de 26 anos, Lua Aires é professora, dançarina e pesquisadora em dança. É Bacharela em Ciências Biológicas e Licencianda em Dança pela UFPB.

Manuel Castomo (Dança e Música)

TSUMBE ou Manuel Castomo é um brincante da arte e da vida, parte do povo Sena, nascido em BEIRA, MOÇAMBIQUE. Sua trajetória artístico-pedagógica ultrapassa fronteiras, sendo o homem de todos os lados! Sua identidade se cria numa teia de influências, que começam a partir da relação com sua própria mãe, passam pelo contato com as danças do chão de Moçambique e se integram com suas experiências em Pernambuco. É autor do livro Gule Wankulu – ancestralidades e memórias.

Pedro Índio Negro (Música)

Pedro Indio Negro é cantor, compositor e ilustrador natural da capital Paraibana. Vindo de uma família de expressiva atuação no cenário musical de João Pessoa, ele cresceu rodeado dessas influências e aos 21 anos criou sua primeira banda de canções autorais, a Flor de pedra.

Seu Pereira (Música)

Jonathas Pereira Falcão é cantor e compositor, atua no cenário musical paraibano desde 1996, quando começou a se apresentar nos palcos de João Pessoa e a disponibilizar canções para interpretes locais, a exemplo de Glaucia Lima, Sandra Belê e Chico Correa & Eletronic Band. Também já foi gravado pela banda paulista Axial e o grupo Água na Boca da cidade de Nantes, na França.

Val Donato (Música)

Cantora e compositora paraibana, Val Donato lançou em 2015 no álbum Café Amargo . Em 2016, lançado o single Lágrimas de Crocodilo e também seu clipe (disponível no Youtube). Um blues melodramático carregado da vibração rock n roll da cantora. Em 2017, lançou o Single Uno . Que marca o início da abordagem de temas mais voltados para o questionamento da consciência universal e existencial. Temas que serão mais explorados no próximo álbum.

Vó Mera (Música e Cultura Popular)

Domerina Nicolau da Silva é uma das personalidades mais carismáticas e importantes da cultura popular da Paraíba. Vinda de uma família de agricultores, teve que trabalhar na lavoura desde criança para garantir o sustento da casa. Foi também durante a infância que nasceu o seu interesse pelas diversas manifestações culturais do estado.

Em 2008, a cirandeira lançou o seu primeiro CD, gravado em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Fundação Cultural de João Pessoa (FUNJOPE). O disco “Vó Mera e Seus Netinhos” tem 28 títulos, dos quais 20 são cocos de roda e 7 são cirandas. Na faixa bônus, os admiradores da artista podem apreciar uma divertida roda, através das várias cantigas que foram agrupadas para permitir aos ouvintes uma experiência especial da música popular nordestina.

Figura referência na divulgação da cultura regional, a artista paraibana já se apresentou em diversos estados do Brasil e foi premiada no Festival SESC de Música Cidade Canção (FEMUCI) realizado no Paraná, em 2010. No ano de 2012, seu nome foi atribuído a um anfiteatro localizado no Bairro do Rangel.

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