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Bolsonaro muda tom e diz que Milton Ribeiro foi preso injustamente

Na semana passada, presidente declarou que "se a PF prendeu, tem motivo", mas agora afirma que investigação quer constranger o governo
Jair Bolsonaro, Milton Ribeiro
Jair Bolsonaro e Milton Ribeiro (Foto: Clauber Cleber Caetano/Presidência da República)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso injustamente. Segundo Bolsonaro, o que a Polícia Federal fez com Ribeiro “não é justificável”. O presidente apontou ainda que “o objetivo – das investigações – é constranger, humilhar, é dizer que o governo é corrupto”. A informação é do R7.

Bolsonaro disse que o Ministério Público Federal (MPF) foi contra a prisão de Ribeiro e não havia indícios mínimos de corrupção por parte do ex-ministro. De acordo com o presidente, o dinheiro depositado na conta da esposa de Milton Ribeiro era da venda de um carro. “São narrativas que tentam a todo momento desgastar o governo.” As declarações do presidente foram dadas durante uma entrevista ao Programa 4 por 4 na noite deste domingo (26).

“Sempre digo para todos os meus ministros. Dou liberdade para todos eles montarem o seu respectivo ministério. Sempre com a advertência que vão ser vigiados pela esquerda 24h por dia, porque eles vão tentar descobrir algo que porventura tenham feito de errado no ministério. Pelo o que sei, nenhum ministro meu errou”, defendeu o chefe do Executivo.

As declarações recentes de Bolsonaro vão de encontro aos comentários feitos pelo próprio presidente no dia da prisão de Milton Ribeiro. “Nós afastamos ele. Se tem prisão, é Polícia Federal. É sinal de que a Polícia Federal está agindo. Ele responda pelos atos dele. É um sinal de que eu não interfiro na PF. Se prendeu, tem um motivo”, disse, na ocasião.

O ex-ministro da Educação foi preso na última quarta-feira (22) na Operação Acesso Pago, da Polícia Federal, por suspeita de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). As investigações apuraram a existência de um “gabinete paralelo” dentro do MEC com os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que teriam atuado na articulação da liberação de verbas do fundo para municípios em troca de recursos.

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