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Bom senso

Não basta saber ganhar e o senador Cássio Cunha Lima soube perder. Na sua entrevista coletiva ontem, surpreendeu e, ao contrário do que se previa, evitou o tradicional script dos derrotados de apontar culpados e desqualificar a vitória do adversário, creditando-a a crimes e uso da força da máquina pública.

Na sua primeira derrota em trinta anos de vida pública e de um currículo recheado de grandes triunfos, revelou-se sereno e resignado, uma postura de nítido amadurecimento pessoal e de respeito à vontade da maioria nas urnas, sentimentos pouco comuns na história das nossas últimas eleições.

Se quisesse, poderia ter vomitado um rosário de denúncias e ataques ao governador reeleito e reeditado o tal “terceiro turno”. Deixou essa tarefa para seus advogados nas esferas dos tribunais. Homem público e líder de massas, limitou-se à avaliação política e a projeção do comportamento futuro.

Cássio Cunha Lima agiu norteado pelos sopros do bom senso. É isso que os paraibanos esperam dos seus agentes políticos. As vaidades pessoais não podem suplantar a responsabilidade e o espírito público necessários ao apaziguamento das forças políticas e da governabilidade.

A eleição acabou. Com seu fim, o palanque deve ser desarmado e ceder lugar a um ambiente de convivência institucional salutar que favoreça o respeito à democracia e conspire em favor da normalidade administrativa. Acima dos partidos e grupos, o interesse da Paraíba e dos paraibanos.

Vencidos nas urnas, Cássio demonstrou essa maturidade e deu o primeiro sinal de distensão política, um dia após o insucesso eleitoral, ao cumprimentar publicamente o governador Ricardo Coutinho pela vitória e reconhecer os méritos do adversário no resultado final das urnas. Mais um gesto que faz da eleição de 2014 na Paraíba um marco na quebra de paradigmas.

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