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Bombeiro paraibano relata cenário de destruição no Rio Grande do Sul: “Cidades inteiras embaixo d’água”

Bombeiros enviaram viaturas de busca e salvamento, embarcações, w cães farejadores específicos para este tipo de ocorrência

Desde a semana passada, 17 bombeiros da Paraíba estão no Rio Grande do Sul, que contabiliza mais de 140 mortos, vítimas das chuvas intensas que atingem o estado.

Foram enviadas viaturas de busca e salvamento, embarcações, viatura para transporte de animais e 02 binômios (equipe cão + condutor) com cães farejadores específicos para este tipo de ocorrência.

Em entrevista ao Portal Correio, o tenente-coronel Arthur Vieira relatou o cenário trágico encontrado nas cidades gaúchas e afirmou que o foco da equipe paraibana é o resgate de animais.

“E aqui a situação é que, praticamente, cidades inteiras estão embaixo d’água. E aí o que acontece mais é a entrega de água mineral, alimentos, medicações, resgate de animais, porque as pessoas evacuaram suas casas de forma emergencial e às vezes não tiveram tempo para retirar os cães, gatos, animais domésticos, então a gente passa todos os dias nesse patrulhamento, verificando a presença de animais e fazendo resgate deles para um local seguro.”, disse.

Na tarde desta terça-feira (15), equipes de diversos estados, incluindo a Paraíba, atuaram no resgate de uma égua que estava no 3º andar de um prédio. Como o animal era de grande porte, Arthur detalhou a complexidade do trabalho.

“Envolve vários complicadores, a altura, o animal de grande porte, a desidratação, e ele estava debilitado. Então até para os veterinários fazerem a sedação difícil, para pegar veia, enfim. Realmente foi complicado, porque era uma sacada, não tinha varanda, então a gente tinha que fazer a abertura das vias até que esse animal saísse pela sacada e no sistema de cordas por rapel a gente fazia a colocação dele em cima das embarcações.”, revelou o bombeiro.

Até o momento, as fortes chuvas no Rio Grande do Sul já resultaram em 149 mortes e quase 80 mil pessoas estão em abrigos. Há também 124 desaparecidos e 806 feridos. Mais de 615 mil pessoas estão fora de casa.

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