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Brasil registra número recorde de atletas femininas em uma Olimpíada

Fonte: pixabay.com

Um marco em toda a história esportiva do Brasil: esta é a primeira vez em que as brasileiras formam a maioria entre os atletas olímpicos que vestem o uniforme verde e amarelo. Só por isso, o país já começa como um campeão, independentemente de quantas medalhas a delegação traga para casa. Aliás, muitos torcedores já estão fazendo sua previsão sobre o desempenho do Brasil com o código promocional Betclic.

O país tem 277 atletas no total. Dessa quantidade, 153 são mulheres, ou seja, 55% da equipe é feminina. Esse aumento mostra a força e o crescimento do esporte feminino no Brasil, o reconhecimento do talento e da dedicação das atletas brasileiras e, claro, um avanço na pauta de igualdade de gênero dentro do esporte.

Durante os Jogos de Tóquio, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) estabeleceu metas para alcançar a paridade de gênero até 2024 – ou seja, a ideia seria ter 50% de homens e 50% de mulheres – e o Brasil superou bem essas expectativas. De acordo com os números fornecidos pelo COB, na última edição da competição as mulheres representavam 47% do total.

Os atletas brasileiros vão competir em 39 modalidades diferentes. Mas, na ginástica artística, o destaque fica para Rebeca Andrade. No skate, uma das atletas que vai brilhar é a fadinha Rayssa Leal. Já no judô, Rafaela Silva e Mayra Aguiar, que também são medalhistas, destacam-se como fortes candidatas para o pódio. Beatriz Ferreira, no boxe, Tatiana Weston-Webb, no surfe e, no vôlei de praia, a representação de peso da dupla Ana Patrícia e Duda.

A mulherada, aliás, vai marcar forte presença nos esportes coletivos, já que elas se classificaram no futebol, handebol, no rugby sevens e no vôlei. Após todas essas informações, a dúvida que surge é: “será que as brasileiras vão ganhar mais medalhas do que a delegação masculina?”. Isso é o que começaremos a ver no dia 26 de julho, quando o evento inicia oficialmente.

Para o treinador de natação Fernando Possenti, eleito o melhor técnico da maratona aquática por seis vezes, a novidade de ter mais mulheres do que homens pode ser facilmente explicada. “É uma questão de crença mesmo. As mulheres passaram a acreditar que podem. Algo como: ‘Isso é para mim também’. ‘Sou capaz e merecedora’. ‘Tenho a mesma capacidade que o masculino, resultados, finais, medalhas… para mim também é algo atingível’” – opina Possenti.

Hoje também é muito mais fácil de se discutir, por exemplo, alguns tabus, como o ciclo menstrual. “Trabalhar com mulher é mais ouvir do que falar, é ser atento. Precisamos estar capacitados para explorar o que cada uma tem de melhor, olhando para as suas particularidades”, afirmou o treinador, reconhecido como um dos melhores do mundo.

Segundo um estudo encomendado pela London’s Global University e publicado pelo periódico Neuropsychologia, as mulheres cometem menos erros e têm melhor agilidade mental em práticas esportivas justamente durante o período menstrual, e isso inclui os dias de TPM e as questões hormonais, informações que corroboram com a opinião do treinador.

Esta edição olímpica, portanto, será uma oportunidade de celebrar o talento das atletas brasileiras, promover a igualdade de gênero, causar impacto em mensagens e mudanças positivas na sociedade, ser exemplo de sororidade e influenciar crianças e adolescentes a acreditarem que sim, elas também podem!  

A abertura dos Jogos Olímpicos vai acontecer às margens do Rio Sena, em Paris, e promete ser um espetáculo de muita beleza. Esta é a terceira vez que a Cidade Luz sedia o evento e há uma enorme expectativa sobre o que acontecerá nos próximos dias. Em Tóquio 2020, o Brasil obteve seu melhor resultado – será que a delegação verde e amarela conseguirá superar essa marca com a ajuda do “exército feminino”?

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