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Brasil registra um suicídio por hora; Rafaela Camaraense lançou manifesto em defesa da saúde mental

Rafaela Camaraense (Foto: Divulgação)

Levantamento do DataSUS mostra que o total de óbitos no país por lesões autoprovocadas dobrou. Foi de 7 mil para 14 mil o número de suicídios nos últimos 20 anos. E isso sem considerar os casos que não foram notificados. Se for comparar, é mais de uma morte por hora, mais que mortes por acidente de motos (12 mil ano) ou por HIV (10 mil por ano). O Brasil tem também uma multidão de deprimidos e ansiosos, incluindo grande parte da juventude.
 
Na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) a deputada estadual e pré-candidata a deputada federal Rafaela Camaraense (PSB) apresentou um manifesto em defesa da saúde mental da juventude com propostas de políticas públicas. Entre elas, a criação de uma Comissão Estadual de Atenção à Saúde da Juventude e Criação do programas estaduais de atenção à saúde mental da juventude.
 
A deputada autora da propositura lembrou ainda que um em cada quatro jovens está enfrentando sintomas agudos de depressão, enquanto um em cinco tem sintomas fortes de ansiedade, segundo estudo global feito por pesquisadores canadenses. Destacou ainda que o suicídio é a segunda causa de morte entre adolescentes.
 
“Precisamos mudar essa realidade, encontrar soluções para ajudar esses jovens. A saúde mental interfere na vida deles, os afasta dos estudos, do trabalho, da família e da vida social. Em muitos casos, podendo levá-los à morte. O manifesto em defesa da saúde mental da juventude mostra o grave problema e apresenta soluções para ajudar nossa juventude nesse aspecto tão importante e que interfere diretamente na vida deles”, destacou Rafaela.
 
Propostas – Entre as propostas sugeridas estão: desenvolvimento de programas de assistência à saúde mental da juventude nas escolas estaduais; mais oportunidades de trabalho, a oferta de cursos técnicos profissionalizantes; a elaboração de oficinas para o desenvolvimento e aprimoramento dos talentos, pois a preocupação financeira e a incerteza em relação ao futuro afetam à saúde mental.
 
Também foram propostas a reformulação e o aprimoramento do ensino nas escolas; acesso aos meios tecnológicos que ajude no processo de aprendizagem; projetos de acesso e de cursinhos voluntários; e incentivo à área cultural e ao desporto; além da efetivação na rede estadual de ensino da Lei 13.935/2021, com a contratação de psicólogos e assistentes sociais.
 
Ainda foram propostos a criação de espaços de atendimentos especializados para jovens, com foco na saúde mental, oferecendo atendimentos psicológico, psiquiátrico e psicopedagógico; implantar programas estaduais de atenção à saúde mental da juventude; criação de redes de conversa/diálogo e de terapia comunitária para a juventude; criação de uma Comissão Estadual de Atenção à Saúde Mental da Juventude; e garantir aos jovens em restrição e privação de liberdade um atendimento especializado em saúde mental.
 
Mais dados – Pesquisa da Vital Strategies e da Universidade Federal de Pelotas mostrou que os que dizem ter sido diagnosticados com depressão subiram de 9,6% antes da pandemia para 13,5% em 2022. A Associação Brasileira de Psiquiatria cita que um quarto da população tem, teve ou terá depressão ao longo da vida.

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