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Briga entre prefeito e vereador impede negocia??o para fim de greve em Cabedelo

As negociações para o fim da greve dos servidores da educação e da saúde de Cabedelo, na Grande João Pessoa, mais uma vez não avançaram. Nesta sexta-feira (13), a Secretaria de Saúde negociaria com os representantes da área, através do envio de uma nova proposta, mas, segundo Alessandro Batista, diretor de Saúde do Sindicato, uma briga entre o prefeito Leto Viana e o vereador Eudes Souza (Pros), no anexo da Câmara de Vereadores, impossibilitou a negociação. O motivo, segundo o diretor, teria sido por divergências políticas.

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De acordo com Batista, a negociação foi transferida para a segunda-feira (16), quando espera que se chegue a um consenso. Ele disse que as lideranças do movimento estão aguardando uma proposta oficial para apresentar aos servidores. Segundo ele, a Prefeitura propôs a criação de uma comissão para discutir a construção do Plano de Cargos Carreira e Salários (PCCR) num prazo de três meses. Os servidores, no entanto, querem um prazo menor, de 45 dias.

Se houver consenso entre a categoria e a Prefeitura sobre o prazo para a comissão estudar a implantação do PCCR da Saúde, a greve dos servidores da pode chegar ao fim, conforme avaliou o representante.

Com a paralisação, a população acaba sendo prejudicada. “Com a greve, ficam desassistidos os PSFs, o Centro Odontológico, Centro de Fisioterapia, dentre outros”, disse Alessandro, informando que 50% dos serviços de saúde ficam parados.

Já na área da educação, Os servidores querem, conforme o diretor de formação do Sindicato dos Servidores Públicos de Cabedelo, Manuel Vieira, um reajuste para os professores contratados que ficaram de fora do aumento dado ao piso nacional da categoria. Eles solicitam reajuste também para o pessoal de apoio e para outros profissionais que trabalham com a Educação, a exemplo de assistentes sociais e psicólogos, que estão recebendo um salário mínimo.

Vieira disse que a próxima Assembleia da categoria está marcada para acontecer na próxima quarta-feira (18) e, até lá, ele espera que a Secretaria da pasta consiga apresentar uma proposta que represente algum avanço para os servidores.

“Praticamente todas as escolas estão fechadas em Cabedelo. Apenas as creches continuam funcionando com pessoal de apoio, que trabalha por contrato, como as cuidadoras”, explicou Vieira.

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