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Cagepa perderá JP e CG?

Há 51 anos, João Pessoa e Campina Grande tinham suas próprias empresas de saneamento – a Sanecap e a Sanesa – que conviveram, por alguns anos, com a Cagepa, criada para atender outros municípios. Foi só em 1972, no governo de Ernani Sátiro, que foram unificadas. Passados 45 anos, podem se separar.

A Cagepa corre o risco de perder seus maiores mercados, onde estão 30,24% da população da Paraíba, pois a titularidade dos serviços de saneamento básico é dos municípios, que podem outorgá-la, em regime de concessão, a quem escolher.

As concessões das cidades para a Cagepa estão vencidas, e as Prefeituras avaliam abrir licitação em busca de parceiras que possam garantir melhores serviços e tarifa mais baixa para os consumidores.

Em Campina o processo já está bem avançado. A concessão venceu em 2014, e motivado pelos problemas decorrentes da falta de investimentos da Cagepa na cidade, agravados pela seca e o racionamento, o prefeito Romero Rodrigues imediatamente iniciou debate sobre alternativas.

O secretário André Agra (Planejamento) já está com modelo de licitação para submeter ao prefeito de Campina Grande, e informa que já tem empresas interessadas em participar da concorrência.

O contrato da Cagepa com João Pessoa também está vencido. De acordo com a secretária Daniella Bandeira (Planejamento), houve pedido de renovação ainda na gestão de Luciano Agra, mas não foi efetivado.

Em 2015, o prefeito Luciano Cartaxo determinou a elaboração de um Plano Municipal de Saneamento, que identificou “profundas deficiências nos serviços”. Daniella explica que existe apenas 40% de cobertura simultânea nos serviços de água e esgoto em João Pessoa. A Cagepa informa 70%, mas ela explica que não há simultaneidade nos serviços, nem comprovação dos dados.

Luciano Cartaxo já está com esse estudo e deve decidir se renovará com a Cagepa, se a Prefeitura assume o serviço ou abre licitação, como pode fazer Campina, que deve observar na escolha da futura parceira o valor da tarifa (a da Cagepa subiu quase o dobro da inflação no governo Ricardo Coutinho, e sem qualquer consulta), qualidade da água, tratamento de esgotos e até seu reaproveitamento.

O divórcio parece interessante para João Pessoa e Campina, mas será penoso para a Cagepa. São os sistemas mais lucrativos.

TORPEDO

A Cagepa é rentável, mas é vítima de gestões desastrosas. Por incompetência, eles punem a população. Tivemos um aumento esse mês de 12,48%. Enquanto isso, 3.297 funcionários consomem mais de R$ 18,5 milhões. Existe salário de até R$ 59,5 mil.

Do deputado Jutay Meneses (PRB), para quem os problemas da Cagepa são resultados de má gestão.

Prazo garantido

Alberto Gomes Batista (Dnocs-PB) e o secretário de Infraestrutura do Ministério da Integração, Antonio de Pádua visitaram, ontem, as obras da transposição. Viram que está tudo no cronograma para inauguração dia 6.

Água no dia 5

O dirigente do Dnocs disse que toda a equipe de apoio está de plantão para que nada saia errado. Ontem pela manhã as águas estavam a 97 km de Monteiro e devem chegar ao munícipio um dia antes da inauguração.

Olho do chefe

O ministro Helder Barbalho fará, hoje, sua própria vistoria. Acompanhará a operação das moto-bombas da Sabesp no reservatório de Copiti e depois verificará a Estação Elevatória 6, que será acionada no domingo.

Na mesma onda

O prefeito em exercício de João Pessoa, Manoel Júnior comemorou seu aniversário, ontem, trabalhando. O prefeito Luciano Cartaxo, que está de licença, usou redes sociais para registrar seu apreço pelo vice. E sintonia.

ZIGUE-ZAGUE

A melhor notícia de 2017, nas palavras do ministro Henrique Meirelles: “O Brasil hoje já está crescendo e essa recessão já terminou. É uma recuperação sólida”.

Ele fez a declaração tendo Temer ao lado, e citou como provas a valorização da Bolsa, ganhos do BB, Petrobras e Vale, a queda do risco Brasil e do dólar.

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