Vinte e dois dias o encerramento da processo eleitoral, o PMDB vai reunir sua Executiva Estadual e parlamentares, às 9h de hoje, na sua sede, para avaliar posturas e desempenho do partido, ou seja, para “lavar roupa suja” e tentar estabelecer nova pauta, como o apoio ao governo Ricardo Coutinho e a preparação para as eleições de 2016.
O PMDB é o primeiro partido no Estado a encarar o debate sobre a prática indiscriminada de infidelidade que marcou as eleições 2014. Se depender do secretário-geral do partido, o deputado eleito Veneziano Vital do Rêgo, os dirigentes devem dimensionar os efeitos nas urnas desse comportamento descompromissado e não varrer lixo para debaixo do tapete, para que não volte a enfrentar o mesmo problema no futuro.
Para se ter uma ideia, o PMDB, maior partido do Estado, saiu das urnas de 2012 com o maior número de prefeitos (elegeu 58) e de vereadores (conquistou 388 vagas em 223 municípios). Mas o candidato do partido ao governo, Vital do Rêgo, não contou nem com 10% dessa força eleitoral. A maioria preferiu seguir a polarização e se engajar nas candidaturas de Ricardo Coutinho (PSB) ou Cássio Cunha Lima (PSDB).
No contraponto, o presidente José Maranhão, defende a preservação da unidade. Ele tem dito que o melhor caminho para conseguir a fidelidade não é punir, mas fazer a reforma política, garantindo a coincidência de eleições. Desse forma, do vereador ao presidente, todos estariam com mandatos em jogo no mesmo pleito. Haveria interdependência.
A Executiva tem 21 integrantes, e entre eles alguns que não seguiram a candidatura do partido. O debate sobre fidelidade pode até ser quente, mas não tão interessante quanto as questões do presente (como o apoio ao governo de Ricardo Coutinho na Assembleia, que inclui a eleição da Mesa e indicações para os diversos escalões da gestão) e do futuro(como a preparação de nomes e dos Diretórios Municipais para as eleições de 2016).
No que diz respeito a cargos no Governo, deputados querem esclarecer se será uma indicação coletiva ou das estrelas do partido. Como são eles que votam no Legislativo, querem ser contemplados.
Maranhão tem paciência para ouvir e gosta de conversar. Pelo que dizem peemedebistas, vai ter que exercitar ambas na reunião de hoje.