Campanha busca uni?o de toda a sociedade contra a homofobia

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A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDS) da prefeitura do Rio de Janeiro lança nesta quarta-feira (1º) à noite, no Circo Voador, no centro da cidade, a campanha “CEDS: sua voz na luta contra a homofobia”, dentro do programa Rio Sem Preconceito.

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Segundo informou o coordenador especial da Diversidade Sexual, Carlos Tufvesson, o objetivo é mostrar que a homofobia é uma questão de toda a sociedade nacional. “Eu luto contra o racismo e não sou negro; eu luto contra o machismo e não sou mulher. Ninguém precisa ser LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) para lutar contra a homofobia”.

Tufvesson disse que essa campanha tem foco específico no combate à discriminação sexual e à identidade de gênero, “porque os índices vêm aumentando há oito anos no nosso país”. Segundo relatou, a cada 23 horas, um cidadão LGBT é assassinado por crime de ódio no Brasil. Salientou que esse tipo de crime é praticado contra o coletivo, e comentou que a impunidade é tão grande, no Brasil, que até heterossexuais estão sendo vítimas de crimes por homofobia. “A nossa preocupação é mostrar que esse é um problema de toda a sociedade”, salientou.

O coordenador ressaltou que é preciso mostrar à população que uma mãe que perde seu filho, agredido por ser homossexual, não é um problema apenas daquela família, mas de toda a sociedade. “É um problema de todos, e todos nós podemos denunciar”, reforçou. Ele lembrou que o Poder Público tem leis para proteger o cidadão, para que ele não sofra nenhum tipo de violência., e completou que “a gente não pode justificar a violência, não importa qual seja, porque ela agride a todos nós que queremos um país melhor”.

A campanha tem a adesão, entre outros, dos artistas Mateus Solano, Glória Pires, Bruno Gagliasso, Alexandre Borges, Paolla Oliveira, Antonio Pitanga, Marcos Pasquim, Thiago Martins, Betty Lago e Stênio Garcia. “Eles estão ali como porta-vozes de uma mensagem de paz e de amor para construir um país melhor para todos nós”, destacou o coordenador da CEDS.

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