Campanha para salvar Pico do Jabre espera 25 mil assinaturas e alcan?a 15 mil

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A campanha que defende a efetivação da preservação da área do Pico do Jabre, que é o ponto mais alto da Paraíba, alcançando com 1.197 metros de altitude, e fica localizado no município de Maturéia, a 330 km de João Pessoa, já alcançou mais de 15,1 mil assinaturas. Os números estão longe da meta defendida, que é de 25 mil assinaturas, mas mostram a força da campanha. Clique aqui e participe da campanha.

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O abaixo-assinado foi iniciado no mês de junho, quando um dos idealizadores do documento, John Philip Medcraft, representante do Grupo Independente de Análise e Ação Social e Política de Patos (cidade próxima de Maturéia), chamou a atenção para o tempo em que foi assinado o decreto de criação do Parque, cerca de 13 anos, sem que nenhuma ação concreta fosse encaminhada para transformá-la de fato num local de preservação e visitação turística.

A área do Pico do Jabre, que tem cerca de 850 hectares, possui cerca de 20 famílias proprietárias de terras. Em 2002, segundo o secretário de Meio Ambiente de Maturéia, Bruno Wanderley, houve a desapropriação de terras, mas as famílias ainda não saíram da localidade porque não receberam indenizações.

“Toda área onde foi demarcado o Parque do Pico do Jabre é de propriedade privada. Os decretos caducaram e os cerca de 20 donos das terras não foram indenizados, portanto o parque de fato não existe”, disse o secretário.

Após o início da campanha e a mobilização social, o governador do estado, Ricardo Coutinho (PSB), teria respondido para John Philip afirmando que os recursos para o pagamento da indenização e desocupação do Jabre seriam fruto da execução judicial de uma dívida da empresa de telefonia Telemar com a Sudema.

“De posse do montante, iremos indenizar os proprietários baseados em avaliação do Interpa e assumir a gestão”, disse o governador em resposta a John Philip na rede social.

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