Início Serviços

Campina Grande volta a descartar aumento na tarifa de ônibus, em meio à crise no setor

Prefeito disse ainda que não vai conceder "qualquer medida fiscal que implique em mais comprometimento de recursos"
Prefeito esteve reunido com STTP e empresas para tentar solução contra a crise que afeta o transporte público (Foto: Divulgação/Codecom-CG)

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), reafirmou nesta terça-feira (11) que não vai autorizar aumento na tarifa de ônibus da cidade. Ele já havia feito essa afirmação no começo deste ano.

A tarifa de ônibus de Campina Grande saiu de R$ 3,70 para R$ 3,90 para pagamentos em dinheiro em janeiro de 2020. Para quem usa o cartão ‘Vale Bus Card’ e pagava R$ 3,60, passou a pagar R$ 3,75.

Bruno esteve reunido na sede da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), com representantes do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (Sitrans).

Em mais uma rodada de discussões, o prefeito disse o “Município está empenhado numa solução da crise que atinge os serviços do transporte por ônibus na cidade” e além de descartar aprovação de reajuste da tarifa, disse que a prefeitura, “historicamente, já vem dando sua contribuição, através de incentivos fiscais” e não vai conceder “qualquer medida fiscal que implique em mais comprometimento dos recursos municipais”.

A Prefeitura de Campina Grande disse que concede isenção total do Imposto Sobre Serviço (ISS), pagamento do subsídio do bônus mensal de passagens, além de ter implantado a Integração Temporal, atendendo apelo dos empresários, justamente para evitar a evasão física dos passageiros.

“O bônus que é pago pela prefeitura já é um benefício para os consórcios que prestam serviços em Campina, fomentando a utilização pelos usuários, e que só de bonificação já foram pagos mais de R$ 1 milhão, e que o Município não tem condições de injetar mais recursos no sistema de transporte público de Campina Grande”, disse o prefeito.

O superintendente Dunga Júnior disse que a STTP está concluindo estudos que buscam solucionar “melhorias de operação do atual sistema de linhas, e que a perspectiva é de que, em 45 dias, estará implantando uma reformulação de operação das linhas da região oeste e que terá grande impacto nos custos do serviço e atendimento à população, otimizando a operação e reduzindo os custos nos deslocamentos das frotas”.

No fim da reunião, o prefeito informou que vai esperar até o dia 13 de maio para que, numa nova reunião, as empresas apresentem sugestões e propostas para análise da STTP.

Comentários

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será revelado.

publicidade
© Copyright 2021. Portal Correio. Todos os direitos reservados.