Moeda: Clima: Marés:
Início Geral

Caos no SUS, mortes na PB

Quando presidente da República (1979 a 1985), o general João Batista de Figueiredo teve problemas cardíacos e viajou aos Estados Unidos para se submeter a um procedimento cirúrgico. Fez cateterismo e foi submetido a um procedimento hoje denominado revascularização, em Cleveland, no ano de 1983, com implante de pontes de safena.

Na época, era tudo muito rudimentar e o procedimento era feito apenas em centros avançados. De lá para cá, se passaram 30 anos. A medicina avançou e a mesma cirurgia à qual Figueiredo foi submetido no então chamado primeiro mundo, é realizada rotineiramente na Paraíba e contribui para salvar as vidas de milhares de pessoas. Cateterismos, angioplastias, revascularizações etc estão na lista de procedimentos pagos pelos Sistema Único de Saúde (SUS).

No entanto, de cinco anos para cá, as mortes que poderiam ser evitadas por esses procedimentos aumentaram 20% na Paraíba. Motivo: apenas dois ou três hospitais privados possuem infraestrutura necessária para a realização de tais procedimentos. Só que a tabela de pagamento do SUS está altamente defasada e congelada há anos, o que inviabiliza a oferta do serviço.

Por enquanto, apenas o Hospital Dom Rodrigo ainda realiza cirurgias cardíacas pelo SUS em João Pessoa. Mas deve encerrar o convênio nos próximo dias. Isto porque fica inviável à empresa hospitalar assumir uma função que deveria ser do Estado. Um plano de saúde paga R$ 3 mil por um cateterismo. O SUS paga R$ 600,00 pelo mesmo procedimento. Os profissionais (médicos, anestesistas etc) recebem quantias irrisórias. O médico e empresário Francisco Santiago tem feito de tudo para evitar o fim dos atendimentos pelo SUS, mas a situação está insustentável.

Ele já recorreu ao prefeito Luciano Cartaxo, ao governador Ricardo Coutinho, ao Ministério da Saúde, ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Federal e nenhuma providência foi tomada até hoje. Enquanto isso, as pessoas continuam morrendo do coração e os óbitos tendem a aumentar porque o hospital não tem condições de bancar, por conta própria, uma tarefa que cabe exclusivamente ao Governo nas suas três esferas. (Adelson Barbosa dos Santos).

Torpedo

“A cidade de João Pessoa necessita de um choque de gestão capaz de tirá-la do imobilismo. Temos gravíssimos problemas na saúde, na segurança e na infraestrutura que precisam ser resolvidos com urgência”.

Do pré-candidato a prefeito Wilson Filho (PTB), ao ser indagado sobre propostas para um plano de governo destinado a João Pessoa.

Pedras de Fogo 1

A Câmara de Pedras de Fogo instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostos desvios de recursos da merenda escolar. A investigação começou em fevereiro com prazo de 90 dias para ser concluída.

Pedras de Fogo 2

José Felinto, Nelson Costa, Sérgio Figueiredo, Aurilécio Cunha e Kilsa Ribeiro são nomes ligados ao deputado federal Manoel Júnior (PMDB) que disputam indicação para prefeito do município de Pedras de Fogo.

Carência de líderes 1

Em 2018, haverá eleições para governador. A preço de hoje, a Paraíba não tem lideranças novas, capacitadas e competitivas para a disputa, que, mais uma vez, poderá ficar entre os senadores José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB).

Carência de líderes 2

Peemedebistas e tucanos não prepararam nomes novos para a disputa. O PSB tem dificuldades até de apresentar nome para a Prefeitura de JP. O PSD do prefeito Cartaxo, ao que parece, não vislumbra o Governo em 2018.

Zigue-Zague

Ex-superintendente do Sistema Correio de Comunicação, o economista Geraldo Medeiros morreu domingo, no Hospital Samaritano, vítima de falência múltipla dos órgãos.

Geraldo Medeiros tinha 75 anos e era casado com a jornalista Renata Dantas (ex-repórter do Correio). Ele foi secretário de Estado de Planejamento no Governo Burity II.

Palavras Chave

Portal Correio
publicidade
© Copyright 2026. Portal Correio. Todos os direitos reservados.