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Carreatas

Barrar o direito legítimo de manifestação e até e sagrada liberdade de ir e vir sempre será uma posição vista com doses de antipatia, resistência e passível de questionamento até de quem eventualmente concorde com determinada supressão benéfica ao interesse coletivo.

Por isso, o melhor caminho para quem defende o fim das ruidosas carreatas – mecanismo de ajuntamento de militantes que geralmente produz mais transtornos e insatisfação das pessoas indiferentes ao frisson eleitoral do que votos – é o convencimento pela conscientização.

Posições como a expressa pelo eminente juiz da propaganda de João Pessoa, Ricardo Costa, advogado de um pacto pela suspensão das carreatas na eleição deste ano, geram invariavelmente reações contrárias, sobretudo, dos eleitores dos municípios em que o pleito é encarado com a mesma emoção de uma final de campeonato.

Falar em extinção das carreatas em Campina Grande, Sousa, Guarabira, entre outras cidades do Interior, por exemplo, é ameaçar um evento que para muitos é, antes de tudo, diversão, acontecimento bastante esperado, de dois em dois anos, e, principalmente, um ato para extravasar as paixões políticas.

Nessas cidades, eleição sem carreata é mamão sem açúcar, água salobra e carne de sol sem sal. Os candidatos se valem desse sentimento para garantir aglomeração de carro como propaganda visual capaz de impactar, amedrontar adversários e até, crêem, influir no voto dos indecisos.

Algo superado. Dos políticos, os eleitores devem esperar muito além de cores, fogos, gasolina de graça e discursos apoteóticos. Nada disso muda a vida das pessoas. O que realmente tem poder de transformar são as idéias e a capacidade de executá-las. O resto é só barulho e ressaca. Algumas levam quatro anos para curar.

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