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Cartaxo e Romero alegam dificuldades financeiras em JP e CG

Os prefeitos das duas maiores cidades da Paraíba, João Pessoa e Campina Grande, venceram as eleições e terão mais quatro anos para administrar os municípios. Muitas obras e promessas da campanha de 2012 foram concluídas pelos gestores Luciano Cartaxo (PSD) e Romero Rodrigues (PSDB), nesses quase quatro anos, mas algumas terão que ficar para o próximo mandato. O volume de obras e as dificuldades financeiras foram os principais pontos destacados por ambos para justificar a não conclusão de ações no primeiro mandato.


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Para o professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e cientista político, Lúcio Flávio, o argumento de que quatro anos é pouco tempo para realizar as obras é pouco já não se coaduna mais com a realidade e com a exigência da população. O professor avalia que os segundos mandatos são mais frágeis do que os primeiros e teme que os eleitos não consigam concluir as obras prometidas desde 2012.

“A história nos mostra que os segundos mandatos sempre apresentam uma diminuição do ritmo de trabalho, seja pelo esgotamento do modelo de gestão ou pela pretensão dos prefeitos em disputar outros cargos nas eleições seguintes. Como eles não podem ser mais reeleitos, já iniciam um mandato mais político do que administrativo”, afirmou Lúcio Flávio.

Ao Correio Online, o professor avaliou ainda que muitas das promessas feitas durante as campanhas eleitorais não saem do papel por serem pautadas em metas inalcançáveis.

“Muitas das propostas são apresentadas mais por uma questão de marketing. Como exemplo temos as 40 mil casas prometidas pelo governador Ricardo Coutinho e as 13 mil casas prometidas pelo próprio prefeito Luciano Cartaxo e que não foram feitas”, disse o professor.

Uma das obras prometidas por Luciano Cartaxo nas eleições de 2012 foi a instalação do BRT na Capital e a construção de cinco corredores: Cruz das Armas, Pedro II, Epitácio Pessoa, Dois de Fevereiro, Tancredo Neves, além de cinco terminais de integração do sistema urbano. A obra não saiu do papel e ficará para os próximos quatro anos como está garantido no plano de governo apresentado a população nas eleições deste ano.

“Nosso foco é a promoção do desenvolvimento humano e econômico da Capital, que passa por um intenso processo de crescimento populacional e pelo aumento nas demandas impostas por diversos setores produtivos”, destacou Cartaxo.

Em Campina Grande, Romero Rodrigues não conseguiu entregar a implementação do veículo leve sobre rodas do distrito de Galante ao bairro Novo Bodocongó, fazendo a integração com o sistema de transporte urbano. O plano foi apresentado na campanha de 2012 e deve ser levado em consideração pelo prefeito para os próximos quatro anos.


Pretensões políticas em 2018

O professor Lúcio Flávio avaliou que os prefeitos de João Pessoa, Luciano Cartaxo, e de Campina Grande, Romero Rodrigues, se credenciaram nas eleições deste ano, vencendo no primeiro turno, a disputarem cargos maiores no pleito de 2018.

“Os dois tiveram votações expressivas e têm todo o direito e chance de apresentar candidaturas ao Governo do Estado, ao Senado e a Câmara dos Deputados. Isso vai depender apenas deles”, avaliou o professor.

Luciano Cartaxo já chegou a falar sobre as eleições de 2018. Ele disse que esse não é o momento de falar em um novo pleito já que a população espera mais trabalho na Capital. Cartaxo disse que avaliará a possibilidade no momento certo.

Já o prefeito Romero Rodrigues ainda não admite a possibilidade de deixar a Prefeitura para disputar um outro cargo, deixando no comando o vice, Enivaldo Ribeiro (PP).

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